Cão a coxear da pata traseira: sinais e próximos passos

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Cão a coxear da pata traseira: regras de triagem veterinária em que confiamos
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Resposta rápida: Um cão que coxeia de uma pata traseira apresenta um sinal, não um diagnóstico. Comece por observar se consegue manter-se de pé, andar e apoiar o peso, quando começou a alteração, se houve algum traumatismo e se arrasta a pata. Se não conseguir manter-se de pé ou andar sem ajuda, tiver uma fratura evidente, sofrer um traumatismo grave ou apresentar fraqueza intensa e súbita, procure atendimento veterinário de emergência. Caso contrário, mantenha a atividade calma e controlada, faça apenas uma observação visual cuidadosa da pata se o cão estiver confortável, grave um vídeo curto da marcha quando for seguro fazê-lo e contacte o seu veterinário para obter orientação.

Não faça massagens, não force alongamentos, não dobre repetidamente as articulações, não puxe pela pata ou pela perna e não dê medicamentos humanos para as dores. Uma pata com aspeto normal não exclui um problema muscular, tendinoso, ligamentar, articular, ósseo, da coluna ou dos nervos. É o exame veterinário que permite localizar a origem do problema e determinar se são necessários exames de imagem ou tratamento.

Vista aproximada da almofada da pata de um cão a ser examinada para detetar detritos

Avalie a claudicação sem tentar diagnosticá-la

Observe o cão a partir de uma curta distância, numa superfície onde normalmente tenha boa aderência. Limite-se ao que consegue observar sem lhe pedir que faça movimentos específicos. Consegue levantar-se? Consegue dar alguns passos? Está a evitar apoiar uma das patas traseiras, mantém-na levantada ou arrasta-a? A alteração surge quando está parado, ao virar-se, após alguns passos ou depois de alguma atividade? Registe a hora e guarde um vídeo curto, se o cão estiver calmo e se puder gravá-lo sem atrasar a prestação de cuidados.

A gravidade pode mudar rapidamente. Um cão que anda apoiado em três patas continua a sentir dor e pode precisar de ser avaliado com urgência. Um cão que não consegue manter-se de pé, que colapsa, que geme continuamente ou que fica fraco das duas patas traseiras precisa de cuidados diferenciados. Uma claudicação que aparece e desaparece também merece ser registada, porque uma marcha normal na clínica pode não mostrar o mesmo padrão que observa em casa.

Faça uma observação visual cuidadosa da pata

Se o cão não tiver dores intensas e permitir, observe a parte inferior da pata e o espaço entre os dedos. Procure detritos visíveis, um corte ou perfuração na almofada, uma unha partida, sangramento, vermelhidão, inchaço ou um corpo estranho pousado à superfície. Compare visualmente as duas patas traseiras. Não mexa no interior de uma ferida, não tente retirar um objeto profundamente cravado e não mantenha a perna numa posição anormal.

Pare imediatamente se o cão resistir, ganir, tentar morder, tremer, arfar sem motivo aparente ou tentar fugir. A dor pode levar até um cão amigável a morder. Uma pata com aspeto normal não exclui problemas no joelho, anca, músculos, tendões, ossos, zona lombar ou nervos. Se a pata estiver a sangrar, muito inchada, queimada ou perfurada, ou tiver um objeto profundamente cravado, contacte um profissional veterinário.

Onde o problema pode estar localizado

Quem observa o cão em casa pode descrever localizações e padrões, mas não consegue identificar a estrutura lesionada. Uma claudicação numa pata traseira pode envolver:

  • Pata: almofada, unha, pele, irritação entre os dedos ou um corpo estranho à superfície.
  • Músculo ou tendão: dor após um escorregão, salto, corrida rápida ou atividade fora do habitual, por vezes sem inchaço visível.
  • Joelho ou anca: alteração no apoio do peso, passada mais curta, dificuldade em levantar-se, subir escadas ou virar-se.
  • Osso ou articulação: inchaço, dor, instabilidade ou a perna mantida numa posição anormal.
  • Coluna ou nervos: fraqueza, colocação anormal da pata, desequilíbrio, perda de sensibilidade ou arrastamento da pata, em vez de simplesmente evitar apoiá-la.

Estas são categorias de observação, não um diagnóstico diferencial que possa ser feito em casa. A Merck descreve a claudicação como um sinal que pode ter origem nos tecidos musculoesqueléticos ou neuromusculares, e as suas orientações para o exame distinguem os sinais ortopédicos das alterações neurológicas da marcha. O guia adjacente sobre sinais de problemas na anca do cão pode ajudar a contextualizar questões relacionadas com a anca, mas não permite diagnosticar esta claudicação.

Sinais de alerta: cuidados urgentes ou emergência

Contacte rapidamente uma clínica veterinária se o cão tiver dor aguda ou uma claudicação que não melhore depressa, episódios repetidos ou agravamento da claudicação, dor quando toca no pescoço ou nas costas, ou se conseguir andar mas mostrar claramente que tem dores. As orientações da VCA para cuidados urgentes indicam especificamente a dor aguda persistente e a não utilização de uma pata como motivos para avaliação.

Dirija-se a um hospital veterinário de emergência se houver uma fratura evidente, uma perna num ângulo anormal, incapacidade de se manter de pé ou andar sem assistência, colapso, traumatismo grave, fraqueza intensa e súbita ou se o cão arrastar uma pata traseira, sem controlo normal dos movimentos. Dificuldade em respirar, gengivas pálidas ou azuladas, hemorragia incontrolável ou sofrimento intenso também aumentam a prioridade. Se possível, telefone antes de se deslocar e pergunte como transportar o cão em segurança.

Não espere por um teste caseiro que “prove” a causa. Não apoiar o peso, arrastar a pata e sofrer um traumatismo podem ter explicações diferentes, e um cão pode esconder a dor. Se a claudicação for ligeira, o cão estiver confortável e melhorar rapidamente, registe ainda assim o que aconteceu e pergunte ao seu veterinário quando será adequada uma consulta de rotina. Não existe um período de tempo universal que torne seguro observar qualquer claudicação em casa.

Limite a atividade enquanto procura orientação

  1. Mantenha o cão numa área pequena e tranquila, com boa aderência.
  2. Use uma trela curta para as necessidades e evite correr, saltar, subir escadas, brincadeiras mais agitadas e pisos escorregadios.
  3. Evite que crianças e outros animais iniciem brincadeiras ou se aproximem demasiado do cão.
  4. Apoie o corpo do cão durante o transporte e peça ajuda à clínica se ele não conseguir andar.
  5. Registe quando começou, qual o lado afetado, se apoia o peso, o aspeto da pata, eventuais traumatismos, o apetite, a urina, o comportamento e qualquer alteração após o repouso.

Manter uma atividade calma é uma precaução, não um tratamento nem uma indicação para um número fixo de dias de repouso. Não aplique talas, ortóteses, calor ou gelo, não faça massagens ou alongamentos e não administre medicamentos, a menos que um veterinário tenha dado instruções específicas para este cão e este problema. O contexto sobre o joelho e o ligamento cruzado anterior do cão pode explicar por que motivo lesões diferentes exigem planos diferentes, mas não substitui um exame.

Cão a repousar tranquilamente numa cama almofadada depois de começar a coxear

O que o veterinário poderá examinar

Leve o vídeo e as suas notas. As orientações do Merck sobre claudicação recomendam observar o cão em repouso, ao levantar-se e a caminhar, comparar os membros e apalpar os ossos, as articulações e os tecidos moles para detetar inchaço, dor, instabilidade, limitação dos movimentos e perda de massa muscular. O veterinário poderá examinar os quatro membros e a coluna, porque a zona dolorosa nem sempre corresponde ao local onde a claudicação se manifesta inicialmente.

Se houver fraqueza, apoio anormal da pata, desequilíbrio, arrastamento da pata ou reflexos alterados, poderá também ser necessária uma avaliação neurológica. A reação do cão a uma manipulação feita em casa não é uma forma fiável de localizar a causa, e testar o membro com força pode aumentar a dor ou provocar lesões. Deixe que profissionais qualificados decidam quais as manobras de exame adequadas.

Quando os exames de imagem podem ser úteis

As radiografias podem ajudar a avaliar os ossos e algumas alterações articulares. A ecografia pode ser útil para esclarecer determinadas questões relacionadas com os tecidos moles, enquanto a tomografia computorizada ou a ressonância magnética podem ser consideradas quando a estrutura suspeita ou um problema neurológico exigem uma análise mais detalhada. O exame de imagem é escolhido depois da história clínica e do exame físico, não porque todas as claudicações exijam o mesmo tipo de exame. Além disso, uma primeira imagem normal não permite excluir todos os problemas dos tecidos moles ou do sistema nervoso.

Não prometa um diagnóstico ou uma recuperação com base numa fotografia, num vídeo ou num único exame. Pergunte ao veterinário o que foi observado no exame, que atividade é permitida, que sinais exigem uma nova avaliação e quando deverá ser considerado repetir exames de imagem ou iniciar reabilitação.

Veterinário a examinar a pata traseira de um cão numa mesa de exame

Cães mais velhos e claudicações recorrentes precisam de atenção

A lentidão ao levantar-se, a dificuldade em subir escadas, a redução das brincadeiras, a rigidez ou um passo ligeiramente mais curto podem ocorrer devido a problemas associados à idade, mas a “velhice” não é um diagnóstico. A AAHA salienta que a dor nos animais seniores pode ser subtil e que os vídeos dos movimentos podem ajudar a equipa veterinária. Uma claudicação recorrente, uma nova relutância em movimentar-se ou uma alteração do humor justificam procurar aconselhamento veterinário mais cedo.

Mantenha um registo simples com a data, o lado afetado, a superfície, a atividade realizada anteriormente, a capacidade de apoiar o peso, o apetite, o sono e o que melhorou ou agravou os movimentos. Este registo pode revelar um padrão sem obrigar o cão a repetir uma atividade dolorosa. Se o estado do cão piorar, interrompa o plano de observação e procure assistência veterinária.

Perguntas frequentes

Porque é que o meu cão está a coxear de uma pata traseira?

A claudicação pode estar relacionada com a pata, a unha, a pele, um músculo, tendão, ligamento, articulação, osso, coluna ou nervos. Estas categorias indicam onde o veterinário poderá procurar a causa, não constituem um diagnóstico que possa fazer em casa.

Quando é que a claudicação de uma pata traseira é uma emergência?

Procure assistência veterinária de emergência se houver uma fratura evidente, um traumatismo grave, incapacidade de se manter de pé ou caminhar sem ajuda, colapso, fraqueza súbita e intensa ou se o cão arrastar a pata, com perda do controlo normal. Contacte o hospital para obter orientações sobre o transporte.

O que posso verificar na pata do meu cão?

Se o seu cão estiver confortável, procure detritos à superfície, cortes nas almofadas plantares, perfurações, unhas partidas, sangramento, vermelhidão ou inchaço. Não tente retirar algo do interior de uma ferida nem manipule um membro doloroso. Lembre-se de que uma pata com aspeto normal não exclui um problema mais profundo.

Devo massajar uma pata com que o cão coxeia?

Não, a menos que o veterinário tenha indicado uma técnica específica para o seu cão. A massagem ou a pressão podem agravar algumas lesões e provocar uma mordedura de um cão com dores.

Posso alongar a pata traseira do meu cão?

Evite alongamentos forçados e flexões repetidas da articulação enquanto a causa for desconhecida. Deixe que o veterinário decida se um plano de movimentos ou de reabilitação é adequado.

Durante quanto tempo devo deixar em repouso um cão que coxeia?

Não existe uma duração de repouso universal. Mantenha a atividade controlada enquanto procura aconselhamento veterinário e siga o plano indicado para o problema diagnosticado, incluindo as condições para uma nova avaliação.

Posso dar medicamentos para as dores de uso humano?

Não. Não dê medicamentos para as dores de uso humano, a menos que o veterinário prescreva ou indique especificamente um produto e uma dose para o seu cão. Os medicamentos de uso humano podem ser tóxicos ou interferir com o tratamento veterinário.

O que é que o veterinário verifica quando um cão coxeia?

O veterinário poderá analisar o historial e o vídeo, observar o cão em repouso, a levantar-se e a caminhar, comparar os membros, examinar a pata, palpar os ossos, as articulações, os músculos e a coluna, avaliar os movimentos e considerar possíveis alterações neurológicas.

O meu cão vai precisar de um raio X?

Talvez, dependendo do historial e do exame físico. As radiografias, a ecografia, a tomografia computorizada e a ressonância magnética respondem a perguntas diferentes. O veterinário escolhe o exame adequado, em vez de utilizar o mesmo exame de imagem para todas as claudicações.

E se o meu cão estiver a arrastar a pata?

Arrastar a pata pode refletir fraqueza ou uma alteração da sensibilidade, e não apenas dor. Contacte rapidamente um veterinário e procure assistência de emergência se houver fraqueza súbita e intensa, incapacidade de se manter de pé ou caminhar, colapso ou um traumatismo grave.

E se a claudicação aparecer e desaparecer?

Registe quando aparece, que atividade ou superfície a precedeu, qual é a pata afetada e se o cão consegue apoiar o peso. Um vídeo curto pode ser útil, porque o padrão poderá não se manifestar durante a consulta.

Como posso gravar a claudicação para mostrar ao veterinário?

A partir de uma distância segura, grave alguns passos de lado e por trás, numa superfície normal e antiderrapante, e grave também o cão a levantar-se, se o fizer voluntariamente. Não o faça correr, saltar ou repetir um movimento doloroso.

Fontes e leituras recomendadas

Estas fontes veterinárias e profissionais fundamentam as orientações deste guia sobre observação, urgência, atividade e limites da investigação clínica. Não permitem diagnosticar um cão em particular nem garantem o resultado de um tratamento.

Nota informativa: Este guia ajuda-o a descrever a claudicação e a decidir qual é o próximo passo seguro. Não permite diagnosticar a causa, prescrever medicação, substituir uma consulta veterinária nem garantir a recuperação.