O cão está a vomitar ou tem diarreia? Saiba o que fazer
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São 2 a.m., e um som familiar e indesejado quebra o silêncio. O seu cão acabou de vomitar no tapete. O coração dispara enquanto uma onda de perguntas lhe invade a mente. Será grave? Terá comido alguma coisa que não devia? Deve correr para as urgências veterinárias? Este momento de pânico é vivido por quase todos os donos de cães, mas, em abril de 2026, as recomendações veterinárias continuam a destacar a importância de reagir com calma e ponderação.
Não está sozinho e veio ao sítio certo para encontrar respostas claras. Este artigo foi atualizado este mês para garantir que se mantém atual e rigoroso. Este guia cuidadoso, revisto por um veterinário, vai ajudá-lo a distinguir uma indisposição ligeira de uma verdadeira emergência, mostrar-lhe medidas seguras para cuidar do seu cão em casa e dar-lhe confiança para saber exatamente quando deve contactar o veterinário.
Vamos analisar com calma e passo a passo o que se passa realmente com a barriga do seu cão.
Compreender os problemas digestivos do seu cão
Quer saber porque é que o estômago do seu cão parece ficar indisposto com tanta facilidade? Nesta secção, explicamos as causas mais comuns dos problemas digestivos caninos, ajudando-o a distinguir uma simples indisposição de algo mais sério.
O sistema digestivo de um cão é uma máquina afinada ao pormenor, mas também é surpreendentemente sensível. Por vezes, os vómitos caninos ou um episódio de diarreia canina são simplesmente a forma que o organismo encontra para fazer uma espécie de reinício. A causa mais frequente é uma indiscrição alimentar simples — o seu cão comeu algo novo, estranho ou simplesmente nojento no jardim.
Causas ligeiras vs. causas graves
Pense nisto da seguinte forma: uma causa ligeira é um acontecimento isolado. Por exemplo, o seu cão pode comer erva e vomitar uma vez, continuando depois o seu dia com a cauda a abanar. Este é um comportamento comum e que geralmente se resolve por si só. Outras causas ligeiras incluem algum stress provocado por uma viagem de carro ou um pequeno pedaço de comida humana que não lhe fez bem.
As causas graves, por outro lado, estão muitas vezes relacionadas com problemas sistémicos. Podem incluir infeções virais ou bacterianas, parasitas intestinais, pancreatite ou até a ingestão de um corpo estranho, como uma meia ou parte de um brinquedo. Uma diferença importante é que estas situações costumam surgir acompanhadas de outros sintomas de «alarme», que abordaremos mais adiante.
Um sistema sensível
Porque é que alguns cães são mais propensos a problemas digestivos caninos? Ao contrário dos humanos, que têm uma alimentação variada, a maioria dos cães come diariamente o mesmo alimento. O intestino desenvolve um equilíbrio específico de bactérias para digerir esse alimento. Uma mudança repentina — mesmo para uma marca nova de elevada qualidade — pode perturbar esse equilíbrio e provocar uma indisposição. Não é sinal de uma alimentação inadequada, mas sim de um sistema especializado.
Uma dica útil para os donos é encarar o intestino do seu cão como um jardim protegido. Quando introduz algo novo, faça-o lenta e cuidadosamente, para evitar perturbar esse ecossistema. Esta forma de pensar ajuda a prevenir muitos problemas digestivos comuns antes de começarem.
Porque é que o meu cão está a vomitar? Compreender a cor e a consistência
A visão do vómito do seu cão fá-lo entrar em pânico? Aqui, explicamos o significado das diferentes cores e texturas, para que possa tomar decisões informadas em vez de temer o pior.
Quando tem de limpar uma sujidade, a primeira reação é preocupar-se. Mas aquilo que o seu cão vomita pode dar-lhe pistas importantes. Compreender estes sinais ajuda-o a responder à pergunta crucial: o que fazer quando o meu cão vomita? Ao observar a cor e a consistência, pode começar a juntar as peças do puzzle.
Interpretar as diferentes cores
As diferentes cores podem apontar para causas diferentes. Eis um resumo rápido:
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Com pedaços e comida não digerida: Isto significa muitas vezes que o problema está no estômago ou na parte superior do intestino. Pode ser causado por comer demasiado depressa, comer em excesso ou simplesmente ter uma indigestão. Regra geral, é menos preocupante quando acontece apenas uma vez.
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Bílis amarela: O seu cão está a vomitar bílis amarela? Trata-se de ácido gástrico e, normalmente, significa que o cão está a vomitar de estômago vazio. É comum que isto aconteça logo de manhã.
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Espuma branca: O vómito espumoso pode ser sinal de excesso de gases no estômago ou do início de um problema mais grave, como tosse do canil ou dilatação e torção gástrica, especialmente se o cão também estiver a tentar vomitar sem conseguir.
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Verde: O vómito verde pode indicar que o seu cão tem comido erva, mas também pode significar que a bílis está a vir do intestino.
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Vermelho ou preto (semelhante a borras de café): Este é um sinal de alerta. O vermelho vivo indica uma hemorragia ativa, provavelmente no esófago ou no estômago. Um aspeto preto e alcatroado sugere sangue digerido, apontando para um problema mais abaixo no aparelho digestivo. Deve contactar imediatamente o seu veterinário.
Quando acontece e com que frequência
O momento em que acontece fornece outra pista. Se o seu cão vomitar imediatamente depois de comer, pode ser por engolir a comida demasiado depressa. Um comedouro lento é uma solução simples para isso. Vomitar várias horas depois de uma refeição pode indicar uma intolerância alimentar ou uma obstrução que está a impedir a passagem adequada da comida pelo aparelho digestivo.
É um erro comum pensar que vomitar todas as manhãs é normal. Um cão que esteja a vomitar bílis amarela todas as manhãs durante vários dias pode ter uma condição chamada síndrome do vómito bilioso. Isto acontece muitas vezes porque o estômago vazio fica irritado pela bílis. Por vezes, um pequeno snack à noite pode ajudar a evitar esta situação.
Para uma análise mais completa das várias causas do vómito, desde uma simples indigestão a problemas de saúde mais complexos, o nosso artigo abrangente "Porque é que os cães vomitam? Compreender as causas mais comuns" é um excelente recurso que pode ajudar a ficar mais descansado.
Descodificar a diarreia canina: do ligeiro ao preocupante
Está a tentar perceber se a diarreia do seu cão é um problema passageiro ou algo mais grave? Este guia explica o que a consistência, a frequência e outros sinais revelam sobre a saúde digestiva do seu cão.
Tal como o vómito, a diarreia canina é um sintoma comum, não uma doença em si. É a forma que o organismo encontra para expulsar rapidamente algo que não deveria estar ali. Enquanto responsável pelo seu animal, cabe-lhe observar os sinais e perceber se se trata apenas de uma indisposição digestiva ou de uma pista para um problema mais abrangente.
Pistas na consistência e na frequência
Um único episódio de fezes moles, com consistência semelhante à de pudim, geralmente não é motivo para alarme, sobretudo se o seu cão estiver a comportar-se normalmente. Muitas vezes, isto resulta de um deslize alimentar — como uma guloseima nova ou um petisco proibido roubado do balcão. Um bom exemplo é um cão que desenvolve diarreia depois de o dono mudar demasiado depressa de marca de alimentação, sem um período de transição gradual.
No entanto, se a diarreia for aquosa, explosiva ou ocorrer várias vezes no espaço de poucas horas, é altura de estar mais atento. Uma frequência elevada pode provocar desidratação rapidamente, sobretudo em cães de pequeno porte e cachorros.
Alimentação ou infeção?
A diarreia relacionada com a alimentação geralmente desaparece no prazo de 24 a 48 horas com uma dieta leve e repouso. Pelo contrário, a diarreia causada por uma infeção, como a giardíase ou o parvovírus, ou por parasitas costuma persistir e pode ser acompanhada por outros sinais, como apatia, febre ou vómitos.
Se a diarreia persistir, os parasitas podem ser os responsáveis ocultos. Estes visitantes indesejados podem causar problemas digestivos contínuos. Conheça os sinais mais subtis e proteja o seu animal lendo o nosso guia essencial sobre "Como detetar parasitas no seu cão" para saber quando é necessária uma ida ao veterinário e uma análise às fezes.
O que significam o muco e o sangue
Encontrar algo fora do normal nas fezes do seu cão pode ser assustador. Eis o que isso significa:
- Muco: Uma pequena quantidade de muco viscoso pode indicar uma inflamação no intestino grosso, frequentemente chamada colite. Isto pode acontecer devido ao stress ou a uma alteração na alimentação e muitas vezes desaparece por si só.
- Sangue: Ver diarreia canina com muco e sangue é alarmante, mas nem sempre significa uma situação catastrófica. Algumas pequenas manchas de sangue vermelho vivo podem simplesmente indicar que o esforço irritou o cólon. No entanto, grandes quantidades de sangue vermelho vivo ou fezes escuras e alcatroadas, que indicam sangue digerido proveniente de uma zona mais acima do aparelho gastrointestinal, são sinais de emergência.
Cuidados de conforto em casa para casos ligeiros
Sente-se impotente e sem saber como deixar o seu cão mais confortável? Esta secção apresenta um plano claro e seguro de cuidados em casa, ajudando-o a aliviar eficazmente os sintomas ligeiros do seu animal.
Depois de excluir os sinais de alerta e de o veterinário recomendar uma abordagem de "vigiar e esperar", pode assumir o papel de cuidador. Proporcionar o tratamento adequado para vómitos e diarreia do cão em casa em casos ligeiros consiste em dar ao aparelho digestivo a oportunidade de repousar e recuperar. É um processo simples, dividido em três partes: alimentação, hidratação e repouso.
1. Um breve jejum e uma dieta leve
No caso de cães adultos, suspender a alimentação durante 12 a 24 horas pode dar ao intestino inflamado uma pausa muito necessária. Não deixe cachorros ou cães diabéticos em jejum sem orientação direta do veterinário. Depois do jejum, pode introduzir uma dieta leve. Esta é uma das formas mais eficazes de aliviar naturalmente a indisposição do estômago do cão.
Uma dieta leve clássica inclui:
- peito de frango cozido, sem ossos nem pele, desfiado.
- arroz branco simples, cozido até ficar macio.
- Uma colher de sopa de abóbora pura enlatada (não preparado para tarte), que acrescenta fibra e ajuda a tornar as fezes mais consistentes.
Dê pequenas refeições frequentes — algumas colheres de sopa de poucas em poucas horas — em vez de uma ou duas refeições grandes. Quando as fezes estiverem consistentes durante um dia inteiro, pode reintroduzir lentamente a alimentação habitual ao longo de 3 a 4 dias, misturando-a com a dieta leve.
2. A importância da hidratação
Os vómitos e a diarreia podem causar uma perda rápida de líquidos. É essencial garantir que o seu cão se mantém hidratado. Pode não querer beber, por isso terá de ser criativo.
Dicas práticas para reidratar o seu cão:
- Ofereça cubos de gelo: Quando estão nauseados, muitos cães preferem lamber cubos de gelo a beber água.
- Dê mais sabor: Adicione uma pequena quantidade de caldo de galinha ou de vaca com baixo teor de sódio à taça de água para a tornar mais apelativa.
- Verifique se está desidratado: Levante suavemente a pele entre as omoplatas. Se voltar rapidamente ao lugar, o seu cão está hidratado. Se voltar lentamente, poderá estar desidratado e precisar de cuidados veterinários.
3. Repouso e observação cuidadosa
Um corpo cansado precisa de repouso para recuperar. Cancele os passeios longos e as brincadeiras intensas durante alguns dias. Deixe o seu cão dormir, mas continue a observá-lo atentamente. Registe de forma simples quando vomita ou tem diarreia, qual é o seu nível de energia e quanto está a beber. Estas informações serão muito úteis caso precise de contactar o veterinário.
Quando contactar o veterinário: sinais de alerta e momento certo
O seu maior receio é não saber quando um sintoma passa a ser uma emergência? Vamos explicar quais são os sinais de alerta e os prazos que indicam que está na altura de deixar de tentar adivinhar e contactar imediatamente o veterinário.
Embora a maioria dos casos de indisposição gastrointestinal em cães seja ligeira, há sintomas que nunca devem ser ignorados. Conhecer estes sinais de alerta ajuda a distinguir claramente entre "esperar para ver" e "agir já". Mais de 70% dos donos de animais de companhia admitem que, por vezes, adiam uma ida ao veterinário por não terem a certeza; esta secção foi concebida para eliminar essa dúvida.
O seu principal papel é observar. Se notar algum dos sinais seguintes, está na altura de interromper os cuidados em casa e procurar aconselhamento médico profissional.
Os sinais de alerta inequívocos
Contacte imediatamente o veterinário ou uma clínica veterinária de urgência se os vómitos ou a diarreia do seu cão forem acompanhados por algum destes sintomas:
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!Letargia extrema: Um cão fraco, que não reage ou que não quer mexer-se é motivo de grande preocupação. Um cão com vómitos e letargia é um sinal clássico de que o problema pode ser mais do que uma simples dor de estômago.
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!Sinais de dor: Ganir, ter o abdómen rígido ou com um aspeto inchado, mostrar-se inquieto ou assumir uma postura de "oração" (com a parte da frente do corpo para baixo e a traseira levantada) pode indicar dor intensa causada por problemas como pancreatite ou uma obstrução.
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!Quantidade significativa de sangue: Embora uma pequena mancha vermelha seja uma coisa, a presença de grandes quantidades de sangue no vómito ou nas fezes exige atenção imediata. Vómito com aspeto de borra de café ou diarreia preta e com aspeto de alcatrão são sinais de emergência.
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!Vómitos repetidos: Um cão que não consegue reter a água ou que vomita várias vezes no espaço de uma hora corre um risco elevado de desidratação e pode ter uma obstrução.
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!Febre ou tremores: Se o seu cão estiver quente ao toque ou a tremer incontrolavelmente, isso pode indicar uma infeção sistémica ou outra doença grave. Por exemplo, um cachorro com vómitos, diarreia e tremores ao mesmo tempo deve ser observado imediatamente.
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!Gengivas pálidas: Verifique as gengivas do seu cão. Se estiverem pálidas, brancas ou cinzentas, em vez de apresentarem um tom rosa saudável, isso pode indicar choque ou hemorragia interna.
Como saber quando já não deve esperar
No caso de um cão adulto saudável, com sintomas ligeiros (e.g., um ou dois episódios de vómitos, fezes moles mas mantendo-se enérgico), a regra das 24 horas é uma boa orientação. Se os sintomas não melhorarem ou se agravarem após 24 horas de uma alimentação ligeira e repouso, está na altura de contactar o veterinário. No caso de cachorros, cães idosos ou cães com problemas de saúde preexistentes, o período de espera é muito mais curto — contacte o veterinário ao fim de apenas algumas horas.
Uma dica útil é criar um cartão com os contactos de emergência e colocá-lo no frigorífico. Inclua o número do seu veterinário habitual, os números dos dois hospitais veterinários de urgência abertos 24 horas mais próximos e o número do ASPCA Animal Poison Control Center: (888) 426-4435.
Como prevenir futuros problemas digestivos
Quer evitar estes episódios de problemas digestivos antes mesmo de começarem? Este capítulo centra-se em hábitos simples e preventivos que ajudam a desenvolver um sistema digestivo mais resistente para o seu cão, dando a ambos mais tranquilidade.
Quando o seu cão se sentir melhor, pode concentrar-se na prevenção. Embora não possa protegê-lo de todos os possíveis irritantes gástricos, pode reduzir significativamente a frequência dos problemas digestivos caninos criando uma base de bons hábitos. Uma boa saúde digestiva do animal começa pelo que vai para a taça e pela forma como lá chega.
Pense nisto como reforçar o sistema digestivo do seu cão contra problemas futuros. Um sistema digestivo resistente consegue lidar com pequenos excessos sem evoluir para um episódio completo de vómitos ou diarreia.
O seu cão já teve problemas digestivos?
Crie hábitos de alimentação saudáveis
A forma como o seu cão come é tão importante como aquilo que come. Os cães que "engolem" a comida ou comem demasiado depressa têm maior probabilidade de vomitar e correm um risco acrescido de sofrer uma dilatação e torção gástrica.
- Use uma taça de alimentação lenta: Estas taças têm obstáculos incorporados que obrigam o seu cão a comer mais devagar, favorecendo a digestão e reduzindo a ingestão de ar.
- Dê refeições mais pequenas e frequentes: Em vez de uma refeição grande, considere dividir a quantidade diária de comida em duas ou três porções mais pequenas.
- Crie um ambiente tranquilo à hora da refeição: Se tiver vários animais de estimação, alimente-os separadamente para evitar a competição pela comida, que pode levar a que comam demasiado depressa.
Faça a transição alimentar corretamente
Como já referimos, uma das causas mais comuns de diarreia é mudar de alimento demasiado depressa. Quer esteja a passar para uma nova marca ou apenas para um novo sabor, a transição deve ser gradual, ao longo de 7 a 10 dias.
Exemplo de um plano de transição:
- Dias 1–3: 75% alimento antigo, 25% alimento novo
- Dias 4–6: 50% alimento antigo, 50% alimento novo
- Dias 7–9: 25% alimento antigo, 75% alimento novo
- Dia 10: 100% alimento novo
Esta introdução gradual dá tempo às bactérias intestinais para se adaptarem, evitando uma crise de sensibilidade digestiva no seu cão. Para cães com sensibilidades alimentares conhecidas, uma transição lenta é indispensável. Uma tutora descobriu que a diarreia ligeira crónica do seu retriever desapareceu depois de começar a usar este método exato de 10 dias para o mudar para uma fórmula para estômagos sensíveis.
Torne a sua casa segura para o seu cão e evite substâncias irritantes
Muitos problemas digestivos são causados por cães que comem coisas que não deviam. Inspeções regulares à sua casa e ao jardim podem ajudar a evitá-lo.
- Mantenha os caixotes do lixo bem fechados: Os restos de comida são um dos principais alvos. Utilize caixotes com tampas de segurança.
- Evite dar-lhe comida de pessoas: Muitos alimentos, como uvas, cebolas, chocolate e tudo o que contenha o adoçante artificial xilitol, são tóxicos para os cães.
- Conheça as suas plantas: Tenha cuidado com as plantas comuns de interior e de jardim que são venenosas para os cães, como lírios, palmeiras-sagu e azáleas.
Com estes pequenos ajustes, cria um ambiente mais seguro e um sistema digestivo mais resistente para o seu melhor amigo.
A sua lista de verificação de cuidados reconfortantes para imprimir
Sente-se assoberbado a tentar lembrar-se de tudo o que deve fazer? Esta secção apresenta uma ferramenta simples para pôr ordem no caos e garantir que não se esquece de nenhum passo na recuperação do seu cão.
No meio de uma situação stressante, é fácil esquecer um passo ou perder o controlo da evolução do seu cão. Foi por isso que criámos a Lista de verificação de cuidados reconfortantes. Este recurso imprimível funciona como um assistente pessoal, orientando-o nos cuidados em casa e ajudando-o a reunir as informações exatas de que o seu veterinário precisará se tiver de lhe telefonar.
Pense nesta lista como o seu centro de comando para gerir um caso ligeiro de problemas digestivos. Dá-lhe as ferramentas para cuidar do seu cão de forma organizada e eficaz, além de comunicar claramente com o veterinário. Transforma as dúvidas num plano estruturado.
O que inclui a lista de verificação?
A lista foi concebida para ser clara e fácil de utilizar, dividindo as suas responsabilidades em tarefas simples e práticas. Está organizada para acompanhar o estado do seu cão ao longo de 48 horas.
Tarefas de acompanhamento diário:
- Registo de sintomas: Um espaço para registar cada episódio de vómito ou diarreia, incluindo a hora, a consistência e a cor.
- Avaliação do nível de energia: Uma escala simples (e.g., de 1 a 5) para avaliar a energia e o humor do seu cão em diferentes momentos do dia.
- Registo do apetite e da sede: Uma secção para anotar se o seu cão aceita água, pedaços de gelo ou pequenas quantidades de comida simples.
Por exemplo, pode registar que, no dia 1, o seu cão teve três episódios de fezes moles, mas continuava a beber água. No dia 2, depois de uma alimentação simples, teve apenas uma dejeção semiformada. Estes dados concretos mostram uma melhoria clara.
Passos de hidratação e alimentação:
- Lembretes para reidratação: Lembretes para oferecer cubos de gelo ou água com um pouco de caldo a cada duas horas.
- Plano de alimentação simples: Um guia simples para reintroduzir a alimentação, desde o jejum inicial até à primeira pequena refeição de frango com arroz.
Informações para contactar o veterinário:
Uma secção própria para anotar o número de telefone do seu veterinário, o número do hospital veterinário de urgência local e o contacto da linha de apoio para intoxicações. Ter esta informação preparada antes de precisar dela é uma medida simples que pode poupar tempo precioso numa emergência.
Descarregar e imprimir esta lista de verificação antes de precisar dela é uma das melhores formas de se preparar para a inevitável indisposição do estômago.
Tranquilidade e próximos passos
Sente-se um pouco mais tranquilo e preparado para a próxima vez? Vamos juntar tudo, reforçar a sua confiança e definir os próximos passos simples na sua jornada enquanto cuidador responsável do seu animal de companhia.
Lidar com uma indisposição do estômago do seu cão pode ser uma experiência emocional, mas já conseguiu ultrapassá-la. À medida que avançamos por 2026, a mensagem mais importante mantém-se: não está de mãos atadas. A maioria das indisposições digestivas é ligeira, temporária e pode ser gerida em casa com os cuidados delicados que acabou de aprender.
Agora já sabe interpretar os sinais, desde a cor do vómito do seu cão até à consistência das fezes. Tem um plano seguro, revisto por veterinários, para lhe proporcionar cuidados de conforto com uma dieta branda e uma hidratação adequada. Mais importante ainda, tem uma lista clara de sinais de alerta que lhe indica exatamente quando deve deixar de esperar e contactar o veterinário.
Lembre-se da história de um jovem Golden Retriever que teve um episódio assustador de diarreia depois de um churrasco familiar na primavera. A dona, em pânico, recorreu à nossa lista de verificação atualizada. Fez-lhe jejum com calma, introduziu uma dieta branda e acompanhou os sintomas. Ao fim de 36 horas, já abanava a cauda e o seu organismo tinha voltado ao normal. Por estar preparada, evitou uma ida dispendiosa e stressante ao veterinário de urgência.
Essa confiança duradoura também é agora sua.
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Perguntas frequentes (FAQ)
1. Quanto tempo devo esperar antes de dar comida ao meu cão depois de ele vomitar?
No caso de um cão adulto, geralmente é seguro suspender a alimentação durante cerca de 12 horas, para dar tempo ao estômago de acalmar. Depois disso, pode começar a oferecer pequenas quantidades de uma dieta branda. Certifique-se sempre de que tem acesso a água fresca durante este período. Não submeta cachorros ou cães com outros problemas de saúde a jejum sem consultar o veterinário.
2. É seguro dar abóbora ao meu cão para a diarreia?
Sim, a abóbora pura enlatada (não o recheio para tarte de abóbora, que contém açúcar e especiarias) é um dos melhores remédios naturais para problemas digestivos do cão. A fibra solúvel da abóbora ajuda a absorver o excesso de água no intestino, o que pode tornar as fezes do seu cão mais consistentes. Misturar uma ou duas colheres de sopa na alimentação leve é uma excelente opção.
3. O meu cão está a vomitar bílis amarela, mas parece estar normal. Devo preocupar-me?
Se acontecer apenas uma vez, geralmente não é motivo de grande preocupação. Vómitos de bílis amarela acontecem normalmente com o estômago vazio. No entanto, se ocorrerem todas as manhãs, o seu cão pode ter síndrome do vómito bilioso. Experimente dar-lhe um pequeno snack rico em hidratos de carbono antes de se deitar. Se continuar, é aconselhável marcar uma consulta com o veterinário.
4. Qual é a forma mais rápida de reidratar um cão em casa?
O segredo está em oferecer pequenas quantidades com frequência. Um cão com problemas digestivos pode beber rapidamente uma tigela cheia de água e acabar por vomitá-la. Em vez disso, ofereça-lhe alguns cubos de gelo para lamber ou 60 ml de água a cada 30 minutos. Adicionar um pouco de caldo de galinha ou de ossos com baixo teor de sódio também pode incentivá-lo a beber.
5. Posso dar ao meu cão medicamentos humanos para a diarreia, como Pepto-Bismol ou Imodium?
Não. Nunca deve dar ao seu cão medicamentos humanos sem receita para a diarreia ou os vómitos sem instruções claras do veterinário. Estes medicamentos podem ser tóxicos para os cães, causar complicações graves ou mascarar sintomas de um problema subjacente mais sério.