Massagem para animais: o que deve saber para cães, gatos e outros animais

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Porque é que todos os animais de companhia precisam de um massajador: vantagens e dicas
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Não, nem todos os animais precisam de massagens. Alguns cães e gatos gostam de carícias suaves e familiares. Outros preferem um afago rápido, um lugar tranquilo por perto ou nenhum contacto físico. Os coelhos, as aves, os répteis e outras espécies têm corpos e respostas ao stress diferentes, por isso os conselhos escritos para cães e gatos não podem ser simplesmente aplicados a outros animais.

Em casa, a massagem deve ser opcional e orientada pelo animal. Pode ser uma atividade tranquila de reforço da ligação para um animal que já procure o contacto físico, mas não é um diagnóstico nem um tratamento para a dor, a ansiedade, a artrite, uma lesão ou a recuperação após uma cirurgia. Quando existe uma preocupação de saúde, comece por consultar um veterinário.

O que dizem as evidências?

As orientações da AAHA para o controlo da dor em cães e gatos incluem a reabilitação num plano de cuidados individualizado e multimodal, observando que existem poucos estudos clínicos.

Uma revisão sistemática sobre massagens e alongamentos em gatos, cães e cavalos chegou a uma conclusão igualmente prudente: a investigação existente não era suficientemente sólida para determinar a eficácia clínica. A atual revisão do Manual Veterinário Merck sobre terapia manual também descreve importantes lacunas nas evidências e limites de segurança.

Esta distinção é importante. Um animal pode encostar-se a um contacto suave e parecer confortável, o que lhe dá uma indicação útil sobre a preferência desse animal naquele momento. Isso não prova que a massagem esteja a melhorar a circulação, a prevenir lesões, a acelerar a recuperação ou a tratar um problema de saúde.

Avalie se é adequada antes de começar

Pode ser razoável experimentar um contacto suave quando o seu animal é saudável, está descontraído e acordado e já escolhe ser acariciado ou escovado. Comece com a mão, aplique pouca pressão e faça pausas frequentes. O seu animal deve poder mexer-se, virar-se, mudar de posição ou afastar-se livremente.

Sinais de que o seu animal pode querer que continue

  • Aproximar-se de si ou voltar depois de uma pausa
  • Postura descontraída e respiração normal
  • Encostar-se ao contacto ou mudar calmamente de posição
  • Manter-se envolvido sem estar imobilizado

Sinais para parar

  • Afastar-se, esconder-se, ficar imóvel ou tentar fugir
  • Ficar tenso, estremecer, proteger uma zona do corpo ou virar-se de repente na direção da sua mão
  • Orelhas achatadas, cauda a chicotear ou encolhida, lamber repetidamente os lábios, rosnar, sibilar, morder ou vocalizar em pânico
  • Qualquer alteração na respiração, no equilíbrio, nos movimentos ou no estado de alerta

A linguagem corporal varia consoante a espécie e o contexto. Um animal imóvel nem sempre está descontraído, sobretudo quando está a ser imobilizado ou não pode afastar-se.

Consulte um veterinário antes de qualquer massagem quando existe um problema de saúde

Não pressione, amasse nem utilize um dispositivo sobre uma ferida, pele irritada ou infetada, inchaço, uma zona quente, uma incisão recente, uma suspeita de fratura, um caroço ou uma área que o seu animal proteja. A revisão da Merck também inclui a inflamação aguda, tumores, tromboses, queimaduras e locais de cirurgias recentes entre as zonas onde a massagem pode não ser adequada. Uma sensibilidade súbita ao toque, claudicação, fraqueza ou alteração do comportamento requer uma avaliação, e não uma massagem mais vigorosa.

Cães: deixe que a linguagem corporal dite o ritmo

Para um cão que já gosta de ser acariciado, comece com a mão espalmada numa zona familiar, como os ombros ou a parte lateral do corpo. Faça movimentos lentos e suaves. Pare depois de algumas passagens. Se o cão se aproximar, se encostar ou pedir mais, pode apreciar outra sessão curta.

Virar a cabeça, bocejar repetidamente, lamber os lábios, manter a cauda encolhida, adotar uma postura rígida, mostrar o branco dos olhos, afastar-se ou rosnar são motivos para parar. Não imobilize um cão para terminar a sessão. As orientações da AAHA sobre uma abordagem tranquila recomendam um contacto breve e suave, bem como a ajuda de um profissional quando um cão ou gato fica imóvel, vocaliza, tenta fugir ou se torna agressivo.

Se o seu cão tiver artrite, uma lesão, alterações na mobilidade ou tiver sido recentemente submetido a uma cirurgia, pergunte ao veterinário responsável pelo tratamento se a reabilitação é adequada e quem a deve realizar. Uma rotina informal em casa e um plano de reabilitação veterinária não são a mesma coisa.

Gatos: a escolha é mais importante do que a duração

Os gatos costumam ter preferências muito específicas sobre onde e durante quanto tempo querem ser tocados. Deixe que o gato se aproxime primeiro. Comece numa zona que o gato já apresente para receber festas, muitas vezes à volta das bochechas ou da cabeça, e faça uma pausa após alguns segundos. Continue apenas se o gato pedir mais.

Abanar a cauda, ondular a pele, rodar as orelhas para trás, virar a cabeça de repente, ter as pupilas dilatadas, agachar-se, tentar dar uma patada ou afastar-se pode indicar que o gato já teve o suficiente. Evite imobilizá-lo e não parta do princípio de que ronronar significa consentimento; os gatos também podem ronronar quando estão stressados ou indispostos.

As orientações da AAFP e da ISFM para uma interação adequada com gatos dão ênfase à resposta ao estado emocional de cada gato e à preservação da sua sensação de controlo. Esse princípio é mais útil do que seguir um calendário fixo de massagens.

Os coelhos e os pequenos mamíferos requerem uma abordagem diferente

Os coelhos são animais que servem de presa, e um manuseamento que parece tranquilo a uma pessoa pode ser ameaçador para o coelho. A coluna vertebral destes animais também é frágil. A orientação da RSPCA sobre o manuseamento de coelhos recomenda uma interação calma, com o animal devidamente apoiado e próxima do nível do chão, bem como o mínimo de contenção necessário. A organização também alerta para o facto de um coelho deitado de costas poder permanecer imóvel por medo, e não por estar descontraído.

No caso de um coelho, porquinho-da-índia, hamster, furão ou outro pequeno mamífero, não introduza um aparelho de massagem elétrico nem aplique pressão com base em instruções destinadas a cães ou gatos. Se um toque suave normal provocar imobilidade, tentativas de fuga, mordidelas, bater das patas ou afastamento, pare. Consulte um veterinário com experiência nessa espécie antes de tentar cuidados manuais para rigidez, dor ou recuperação.

Aves: o contacto social não equivale a uma massagem de corpo inteiro

Algumas aves de companhia procuram um contacto ligeiro à volta da cabeça ou do pescoço. Isso não significa que uma massagem de corpo inteiro seja adequada. A Associação de Veterinários de Aves desaconselha fazer festas no dorso ou por baixo das asas, uma vez que esse contacto pode ser sexualmente estimulante.

O ruído, a vibração, a contenção e os objetos desconhecidos também podem causar stress. Afastar-se, contrair as pupilas, tentar fugir, morder ou vocalizar em pânico são sinais claros para parar. Qualquer contacto destinado a aliviar a dor ou tratar um problema físico deve ser orientado por um veterinário especializado em aves.

Répteis, anfíbios, cavalos e outras espécies

Não existe uma rotina de massagem universal e responsável para animais exóticos ou de grande porte. O manuseamento de répteis varia consoante a espécie, a anatomia, o tamanho, a temperatura, o temperamento e o estado de saúde. As orientações do Merck Veterinary Manual sobre procedimentos em répteis descrevem riscos específicos de cada espécie, incluindo stress, fuga, fraturas, luxações e perda da cauda durante um manuseamento inadequado.

Não utilize um aparelho de massagem destinado a cães ou gatos num réptil ou anfíbio. A massagem equina também deve ser feita por um veterinário especializado em equinos ou por um profissional qualificado, e não com um dispositivo doméstico para animais de companhia. No caso de qualquer espécie que não esteja abrangida pelos cuidados habituais para cães e gatos, consulte um veterinário que trate regularmente esse animal.

Dono a utilizar um aparelho de massagem num cão calmo, com um gato a descansar nas proximidades
Um dispositivo portátil é um acessório opcional de conforto para um cão ou gato que tolere o contacto, não um tratamento nem uma solução aplicável a várias espécies.

Quando se pode considerar um aparelho de massagem para cães ou gatos?

Um aparelho de massagem portátil pode ser adequado para um cão ou gato que já goste de ser escovado, de receber toques ligeiros e do som do dispositivo. Apresente-o ao animal desligado. Deixe-o examiná-lo e, em seguida, teste o som a uma distância confortável. Se o animal continuar descontraído, utilize a intensidade mais baixa e faça um contacto breve e ligeiro numa zona onde já aceite festas normalmente.

Evite a face, a garganta, o abdómen, a coluna vertebral, as saliências ósseas, as articulações, a pele danificada e qualquer zona dolorosa ou protegida. Pare ao primeiro sinal de desconforto. Limpe a superfície de contacto depois de utilizar o dispositivo e mantenha-o seco, de acordo com as instruções de manutenção.

Para saber mais sobre os tipos de dispositivos para cães e gatos e sobre as questões a considerar na primeira utilização, consulte o nosso guia de aparelhos de massagem para cães e gatos. Se o seu animal já corresponder ao perfil de tolerância ao contacto aqui descrito, também pode consultar a nossa coleção de produtos de massagem para animais. Estes dispositivos destinam-se a rotinas opcionais de higiene ou conforto, e não a tratamentos veterinários.

Perguntas frequentes

Todos os animais precisam de uma massagem?
Não. A massagem é opcional. Alguns animais gostam de um contacto suave, outros toleram apenas determinados tipos de toque e alguns preferem não ser tocados. A alimentação, o alojamento, o exercício, o enriquecimento ambiental, os cuidados preventivos e o tratamento veterinário são prioritários em relação a uma rotina de massagem.
A massagem pode tratar a artrite, a ansiedade ou uma lesão?
Não dependa de massagens em casa ou de um dispositivo comercial para tratar esses problemas. Um veterinário pode identificar a causa, avaliar a dor e decidir se a reabilitação profissional deve fazer parte do plano de cuidados.
O que devo saber antes de utilizar um aparelho de massagem de madeira para animais?
Comece por confirmar que o dispositivo se destina a animais e que tem uma superfície lisa e intacta, sem farpas, lascas, arestas afiadas, peças soltas ou revestimentos que possam passar para o pelo. Utilize-o apenas num cão ou gato que tolere o contacto, aplique pouca pressão, evite os ossos e as zonas sensíveis e pare se o animal se afastar. Não utilize um rolo de massagem profunda para uso humano nem utilize o dispositivo noutra espécie sem orientação veterinária.
Quanto tempo deve durar uma massagem para animais?
Não existe uma duração universal. Comece com algumas passagens suaves e faça uma pausa. Uma interação breve, terminada enquanto o animal ainda está confortável, é preferível a prolongá-la apenas para cumprir um determinado tempo.
Posso utilizar um aparelho de massagem para cães ou gatos num coelho, numa ave ou num réptil?
Não sem a orientação de um veterinário com experiência nessa espécie. As diferenças na anatomia, na pele, nas penas ou nas escamas, nas respostas ao stress e no manuseamento seguro tornam pouco fiáveis as instruções destinadas a cães e gatos quando aplicadas a outros animais.

A regra útil é simples

Deixe que cada animal decida se aceita o toque suave habitual. Mantenha o contacto em casa ligeiro, opcional e fácil de interromper. Quando a questão envolver dor, doença, lesão, cirurgia ou uma espécie desconhecida, deixe o dispositivo de lado e consulte primeiro o profissional veterinário adequado.

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