Retriever dourado de pé sobre um tapete macio no corredor, depois de um passeio à chuva, enquanto o cuidador lhe seca calmamente as patas

Cão molhado depois do passeio: como secar cada zona do corpo

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Conforto nos dias de chuva

Um dorso que parece seco pode esconder um peito, uma barriga ou um subpelo húmidos.

Chegar a casa molhado não significa que o seu cão precise de um banho completo, de uma escovagem vigorosa ou de uma sessão ansiosa com o secador. Significa, sim, que vale a pena dedicar alguns minutos tranquilos às zonas onde a água fica retida. Este guia transforma a rotina depois do passeio numa verificação por zonas do corpo: perceba o que está realmente molhado, seque o que conseguir sem puxar e saiba quando a humidade já não é apenas uma consequência habitual do mau tempo.

O objetivo é o conforto, não a perfeição. Um cão de pelo curto que sacudiu a água de um chuvisco ligeiro tem necessidades diferentes das de um cão de pelo encaracolado com franjas molhadas nas patas ou de um cão de pelo duplo cuja camada exterior parece seca, enquanto a camada inferior continua fresca e pesada. A melhor rotina é aquela que consegue repetir sem transformar a entrada de casa numa luta.

Se os cuidados regulares em casa ainda são uma novidade, comece pelo nosso guia de cuidados de higiene do cão em casa. Se está a descobrir aquilo de que o pelo do seu cão precisa ao longo do ano, o nosso guia de cuidados específicos para cada raça é um complemento útil. Esta página centra-se nas pequenas decisões a tomar depois da chuva, da relva molhada, da neve derretida ou de um caminho enlameado.

Use este artigo para decidir como cuidar do pelo imediatamente depois do passeio. Quando quiser integrar esse passo numa rotina repetível, o Guia de higiene e cuidados em casa aborda a escovagem, os banhos, as patas, as unhas, as orelhas e a secagem.

Porque é importante verificar o pelo depois de um passeio à chuva

A água não se comporta da mesma forma em todos os tipos de pelo. Um pelo curto e liso pode libertar a maior parte das gotas de chuva com uma boa sacudidela. Um pelo macio, encaracolado, sedoso, comprido ou duplo pode reter água junto ao corpo, em várias camadas. O pelo à superfície pode parecer quase normal, enquanto o peito, as axilas, a parte inferior das patas, as franjas traseiras ou o pelo por baixo da coleira continuam húmidos. Quando um cão se deita numa cama com essas zonas molhadas, a humidade tem menos oportunidades de desaparecer rapidamente.

Por isso, a pergunta útil não é «o meu cão está molhado?». É «onde é que o meu cão continua húmido e essa zona parece confortável?». Pode responder com as mãos e com os olhos. Comece pelas zonas menos sensíveis. Toque nos ombros, depois no peito, na parte inferior das patas, na franja da barriga e na zona traseira. Se o seu cão estiver descontraído, levante apenas uma pequena secção do pelo com as pontas dos dedos e verifique se sente frescura junto à pele. Pare antes de o cão ficar tenso, se afastar, lamber as suas mãos ou começar a evitar a toalha.

A VCA salienta que o pelo emaranhado pode reter água e reduzir a circulação de ar junto à pele, criando condições que podem contribuir para o aparecimento de lesões húmidas. Isso não significa que todas as patas molhadas ou todos os passeios à chuva provoquem um problema de pele. Significa que um cão com pelo denso, nós já existentes, humidade repetida ou tendência para lamber uma determinada zona merece ser verificado mais cedo. O objetivo é evitar que a humidade normal se torne um problema, prestando atenção às zonas onde fica retida.

Uma rotina consistente também evita um erro comum: usar mais força só porque o cão já está molhado. O pelo molhado pode esticar e ser puxado com mais facilidade. Um emaranhado que parecia pequeno antes do passeio pode apertar depois de ficar saturado. A toalha serve para absorver a água, não para esfregar um nó até formar uma zona ainda mais compacta. A escova não deve servir para testar até que ponto um cão tolera o desconforto. Seque primeiro, avalie depois e deixe a um profissional tratar um nó que não se desfaz sem resistência.

Toalhas limpas e dobradas para cães e um tapete antiderrapante junto à porta de entrada depois de um passeio à chuva

Escolha por onde começar depois do passeio

Escolha a descrição que melhor corresponde ao pelo que tem à sua frente. Esta é uma verificação de conforto, não um diagnóstico.

Escolha a descrição que consegue confirmar sem puxar pelo.

Comece à porta, antes de chegar ao sofá

Uma pequena zona de chegada facilita os passeios à chuva. Mantenha junto à porta uma ou duas toalhas limpas e absorventes, um tapete antiderrapante e um local onde o pelo impermeável ou os arneses possam secar. Se o seu cão gostar de comida, tenha à mão algumas guloseimas habituais para que os primeiros minutos em casa sejam associados a um manuseamento tranquilo, e não a uma perseguição. A rotina pode ser simples: parar, mostrar a toalha, secar as patas, absorver a humidade da parte inferior do pelo, retirar o equipamento húmido e decidir se o resto do corpo precisa de mais atenção.

Deixe o seu cão sacudir-se no exterior, se for seguro fazê-lo. Sacudir-se é uma forma normal de libertar grande parte da água à superfície e reduz a quantidade que terá de absorver dentro de casa. Uma vez no interior, use a toalha com as mãos abertas. Pressione e levante, em vez de esfregar em círculos. Num cão com franjas ou pelo comprido, apoie o pelo com uma mão enquanto absorve a humidade com a outra. Assim evita que a toalha enrole o pelo solto à sua volta.

Comece pelas patas, porque trazem consigo humidade, areia, sal da estrada, resíduos da relva e pequenos detritos. Observe o espaço entre os dedos apenas se o seu cão estiver habituado a que lhe mexam nas patas. Não force a abertura dos dedos se ele resistir. Ainda assim, pode secar a parte de cima e a sola da pata e observar mais tarde se começa a roê-la, se coxeia ou se mantém a pata de forma diferente. Estas observações são muitas vezes mais úteis do que uma inspeção apressada à porta.

Retire o impermeável, o arnês ou a bandana molhados assim que entrarem em casa. O equipamento que foi útil no exterior pode reter humidade junto ao peito, aos ombros ou ao pescoço se continuar colocado. Verifique o pelo por baixo das correias sem o remexer. Se sentir um nó, uma zona com aspeto dolorido ou uma área que continue fria e molhada depois de uma secagem suave, esse deve ser o próximo motivo para contactar um profissional de estética animal ou uma equipa veterinária, em vez de insistir nos cuidados em casa.

As cinco zonas do corpo que permanecem húmidas durante mais tempo

1. Patas e parte inferior das pernas. São as zonas que apanham mais água e sujidade. Num cão de pelo curto, uma passagem rápida da toalha por cada pata e pela parte inferior da perna pode ser suficiente. Num cão com pelo comprido nas patas ou franjas, esprema suavemente a água do pelo antes de o secar com toques. Quando o cão estiver calmo, verifique se há torrões de lama ou praganas. Não puxe uma pragana presa num dedo sensível nem numa franja emaranhada. Um profissional pode ajudar se houver detritos incrustados ou se não for possível manusear o cão em segurança.

2. Peito e zona por baixo das patas dianteiras. O peito costuma continuar molhado depois de o dorso secar, porque roça na relva, nas poças e no chão. A zona por baixo das patas dianteiras está sujeita a muita fricção, pelo que o pelo húmido pode ficar aglomerado. Seque estas zonas com toques de toalha e apalpe o pelo apenas com suavidade. Se houver um emaranhado denso junto à pele, não o molhe ainda mais nem tente separá-lo com cortes. Marque uma avaliação, mantenha o cão confortável e esteja atento a vermelhidão ou lambidelas repetidas.

3. Barriga e virilhas. Um cão de porte baixo pode acumular água nesta zona mesmo num passeio que, à distância, parece seco. Peça-lhe que fique simplesmente de pé, em vez de o virar de costas. Seque com toques a franja da barriga, a parte interna das coxas e qualquer pelo comprido à volta da zona traseira. Um cão que de repente recuse este toque habitual, lamba constantemente a zona ou apresente um cheiro forte precisa de falar com um veterinário. O pelo molhado pode ter sido o momento em que reparou num problema, não necessariamente a sua causa.

4. Franjas da zona traseira e base da cauda. O pelo comprido nas patas traseiras e por baixo da cauda pode continuar húmido depois de passar por relva molhada ou de fazer as necessidades. Separe delicadamente apenas o pelo da camada exterior, para que a toalha consiga chegar até ele. Verifique se há vestígios de fezes, sujidade pegajosa ou algum nó que fique preso na toalha. Questões de higiene podem exigir uma marcação profissional mais rápida, sobretudo se o pelo estiver muito sujo ou se o cão estiver desconfortável. Não utilize produtos de limpeza domésticos na pele ou no pelo.

5. Orelhas e zona da coleira. Seque a parte exterior da orelha e o pelo à sua volta. Depois de retirar a coleira, use a toalha na zona do pescoço. Não introduza cotonetes, dedos ou aparelhos de secagem no canal auditivo. A AKC recomenda secar as orelhas depois de se molharem, sobretudo no caso de cães com orelhas descaídas. Abanar a cabeça, mau odor, secreções, vermelhidão ou dor são motivos para consultar o veterinário, não para tentar uma limpeza mais profunda em casa.

Cuidador seca delicadamente com uma toalha a pata traseira e o peito de um retriever dourado, numa entrada luminosa de uma casa

Adapte o método ao tipo de pelo, não ao estado do tempo

Dois cães podem fazer o mesmo passeio e precisar de cuidados completamente diferentes quando regressam. Num pelo curto e liso, geralmente é fácil ver e sentir rapidamente a humidade. Um cão com pelo cerdoso, encaracolado, lanoso, sedoso ou com uma combinação de texturas pode reter água nas camadas inferiores. Um cão de pelo duplo tem uma camada exterior protectora e um subpelo denso e isolante, por isso a secura à superfície não pode ser o seu único indicador. O comprimento do pelo conta apenas parte da história. A densidade, os caracóis, a muda em curso e os nós já existentes também alteram a rotina.

O pelo, a pele, as orelhas, as unhas e os dentes exigem observações próprias, porque o que encontrar numa zona não descreve as restantes. As informações úteis para secar um pelo molhado enquanto verifica diferentes zonas do corpo são mais relevantes quando aquilo que observou se mantém distinto da decisão prática a tomar. Um grande inquérito a tutores sobre o medo associado aos cuidados de higiene incluiu 43 517 cães; os tutores classificaram como pelo menos medo ligeiro ou moderado o corte das unhas em 35.2% e os banhos em 22.3%. As avaliações dos tutores não constituem um diagnóstico nem validam um calendário de higiene, um produto, um método de contenção ou um procedimento em casa.

Num pelo curto, use uma toalha para absorver a humidade do corpo e das patas e deixe depois o cão acomodar-se numa divisão quente e seca. Volte a verificar as patas e a barriga apenas se tiverem ficado muito molhadas. Num pelo encaracolado ou macio, seque por zonas, pressionando suavemente a toalha, e evite esfregar repetidamente o mesmo local. Preste especial atenção às patas, axilas, peito e franjas da cauda, onde o pelo roça e se entrelaça. Se um cão de pelo encaracolado se molha com frequência, um profissional de tosquia pode ajudá-lo a escolher um plano de secagem em casa realista, que não provoque nós entre marcações.

Num pelo sedoso ou comprido, segure uma pequena madeixa enquanto a seca com toques suaves. Comece pelas zonas mais baixas e avance para cima, porque são as que acumulam mais salpicos da relva e das poças. Se o cão aceitar, use os dedos para abrir uma risca ligeira e verifique se o pelo junto ao corpo ainda está frio ao toque. Evite passar rapidamente o pente com força enquanto o pelo está molhado. Se encontrar um nó, pare. Puxar pelo molhado pode tornar a próxima escovagem mais difícil e desagradável.

Num pelo duplo, pense por camadas. Seque a superfície com a toalha e depois verifique ao toque por baixo do pescoço, atrás das patas dianteiras, no peito e ao longo das franjas das patas traseiras. Não é necessário transformar todos os passeios à chuva numa sessão completa de secagem com secador. No entanto, se o subpelo continuar pesado ou frio, deixe o cão secar durante mais tempo num espaço confortável e considere usar um secador próprio para cães, mas apenas se ele já estiver habituado. A AKC recomenda um secador concebido para cães, e uma habituação gradual pode tornar as sessões de secagem mais longas mais fáceis. Um secador de cabelo humano, usado perto da pele, não é uma alternativa.

Não rape o pelo duplo nem altere drasticamente o pelo do cão como solução rápida para lidar com a chuva. As decisões sobre o pelo no verão devem ser individuais e tomadas com um profissional de tosquia qualificado ou um profissional veterinário. O nosso guia para o conforto dos cães de pelo duplo no verão explica por que motivo um pelo completo exige muitas vezes uma manutenção cuidadosa, em vez de ser tosquiado de forma uniforme.

Vista aproximada de um cuidador a verificar delicadamente, com as pontas dos dedos, por baixo do pelo espesso do peito de um cão retriever de pelo dourado

Quando a toalha é suficiente — e quando não é

A toalha é suficiente quando deixa o pelo confortavelmente seco ou apenas ligeiramente húmido, o cão está descontraído e não encontra nós escondidos, alterações na pele ou alguma zona que continue molhada. Depois de absorver a humidade, deixe o cão andar por uma divisão seca e com ventilação normal. Se o pelo for espesso, volte a verificar ao fim de 15 a 30 minutos. O objectivo é que o cão esteja quente e bem, não que o pelo fique penteado como num salão.

A toalha não é suficiente quando as camadas junto à pele continuam molhadas, o cão está com frio, o pelo acumulou lama ou produtos químicos de uma piscina, ou quando a mesma zona permanece húmida e com mau cheiro de um passeio para o seguinte. A água da piscina exige uma resposta diferente da água da chuva. A AKC recomenda enxaguar o cão depois de nadar numa piscina com cloro e prestar atenção às orelhas, porque os produtos químicos podem secar a pele e o pelo. Se o cão esteve em água salgada, num lago ou num charco lamacento, pergunte ao veterinário ou ao profissional de tosquia qual é a rotina adequada para a pele e o pelo do seu cão, em vez de presumir que todas as fontes de água exigem os mesmos produtos.

Utilize um secador apenas com um cão que consiga permanecer calmo na sua presença. Um secador próprio para cães, ao qual o animal esteja habituado e usado numa definição suave adequada, pode ser útil para um pelo denso, mas não é motivo para sujeitar um cão assustado ao ruído, ao fluxo de ar e à contenção. Comece a uma boa distância, associe o som a algo agradável e termine enquanto o cão ainda está confortável. Se o cão fugir, se encolher, ofegar intensamente, tentar morder o fluxo de ar ou não conseguir acalmar-se, volte a usar toalhas e procure orientação profissional. A confiança também faz parte dos cuidados de higiene.

Um profissional de tosquia pode ser um recurso útil antes de a época das chuvas se tornar frustrante. Leve uma pergunta directa: “Depois da chuva, que zonas deste tipo de pelo têm maior probabilidade de continuar molhadas e o que posso fazer em segurança em casa?” Uma boa resposta deve ter em conta o pelo do cão, o tempo que passa no exterior, a sua experiência a manuseá-lo e o conforto do animal. Não precisa de todas as ferramentas nem de uma rotina complicada para cuidar correctamente do seu cão.

Não transforme um pelo húmido num projecto de remoção de nós

A chuva pode fazer notar um nó que já começara a formar-se. Também pode apertar o pelo solto da muda num pelo espesso. A tentação é “tirar já o nó” enquanto o cão está ali, com uma toalha por perto. Em vez disso, pare. Se o pente ou os seus dedos não deslizarem facilmente por uma pequena zona, não continue a puxar para tentar encontrar a ponta do nó. Se o nó estiver junto à pele, numa axila, atrás de uma orelha, perto da virilha ou por baixo da coleira, não use tesouras.

Um nó pode puxar a pele para dentro do pelo. O cão pode mexer-se precisamente quando pensa ter encontrado um ângulo seguro. Uma tesoura de pontas arredondadas não permite ver onde está a pele dentro de um nó denso, e um pente não constitui uma barreira de segurança fiável se não puder ser colocado sem puxar. A resposta mais segura é secar à volta da zona, evitar que permaneça molhada e marcar uma consulta. Esperar um pouco para obter ajuda adequada é melhor do que causar uma lesão na pele ou uma luta dolorosa que torne os cuidados futuros mais difíceis.

Se o cão ganha nós repetidamente depois de passeios molhados, procure mais do que o nó em si. Está na altura de fazer uma manutenção profissional? Há uma zona por baixo do arnês que roça? O cão está a acumular subpelo solto durante a muda sazonal? Lambe um ponto específico depois de se molhar? É uma zona difícil de alcançar para o cão ou de inspeccionar para si? Não está a tentar diagnosticar uma doença de pele em casa. Está a identificar um padrão que vale a pena partilhar com quem pode observar directamente o pelo e a pele.

Para pelos encaracolados, lanosos ou compridos que ganham nós facilmente, um profissional de tosquia pode recomendar uma periodicidade regular, um comprimento de pelo adequado ao seu estilo de vida, uma rotina de condicionamento ou uma forma específica de verificar as zonas problemáticas. Isso não significa que esteja a cuidar mal do cão em casa. É um plano prático, pensado para o tipo de pelo que o seu cão realmente tem.

Um cão retriever dourado a descansar tranquilamente ao lado de uma toalha, num salão profissional de tosquia arrumado

Sinais que mudam o plano: da secagem para os cuidados veterinários

Contacte prontamente a equipa veterinária se houver uma zona em carne viva, vermelha, inchada, a sangrar, com secreção, dolorosa ou com um cheiro desagradável. Contacte-a também se o cão lamber, roer ou coçar continuamente uma zona molhada, ganir quando toca no pelo próximo ou parecer indisposto, ou se houver uma ferida escondida por baixo de um nó. A VCA descreve as dermatites húmidas agudas como lesões associadas ao autotraumatismo provocado pela comichão e observa que o pelo molhado e emaranhado pode manter um ambiente húmido junto à pele. Uma dermatite húmida aguda pode parecer pequena no início, mas o cão pode agravá-la rapidamente ao lamber e coçar.

Procure também o veterinário perante sinais relacionados com as orelhas, como mau odor, secreções, dor, vermelhidão acentuada ou abanões frequentes da cabeça. Não presuma que secar a parte exterior da orelha vai resolver um problema auditivo que já começou. Os canais auditivos são delicados, e um cão que não aceita ser tocado pode estar a indicar que sente dor. Um profissional veterinário pode observar zonas a que uma toalha usada em casa não consegue chegar em segurança.

Preste atenção a qualquer mudança em relação ao comportamento habitual do cão. Um cão que normalmente gosta de ser seco com uma toalha, mas que de repente tenta morder quando lhe toca na barriga, no peito ou na parte traseira, pode ter dores que exigem mais do que uma simples dica de secagem. Um cão que parece ter frio, está invulgarmente cansado, coxeia ou não consegue acalmar-se depois de um passeio merece uma avaliação mais abrangente. A chuva pode ser o contexto em que reparou na mudança, não a sua explicação.

Quando telefonar, descreva apenas aquilo que observou: que zona do corpo está afectada, quando reparou pela primeira vez, se a zona está seca ou húmida, se há odor ou secreções e como o cão reage ao toque. Uma descrição clara ajuda a clínica a decidir com que urgência deve observar o cão e o que deve evitar fazer em casa.

Uma revisão semanal simples para a época das chuvas

Os dias de chuva são mais fáceis de gerir se não esperar que o pelo fique encharcado para descobrir todos os problemas. Uma ou duas vezes por semana, escolha um momento calmo e seco para passar as mãos pelas zonas que costumam molhar-se: patas, parte inferior das pernas, peito, axilas, barriga, zona traseira, linha da coleira e orelhas. Seja breve. O objectivo é detectar pelo solto, uma pragana, uma nova reacção de sensibilidade ou um pequeno nó antes que a chuva acrescente mais fricção e humidade.

Siga a mesma ordem todas as vezes, para que o seu cão saiba o que esperar. Pode começar pelos ombros, dar uma pequena recompensa, verificar as patas e terminar. Ou pode tratar apenas da metade dianteira num dia e da traseira no dia seguinte. Não há nenhum prémio por cobrir cada centímetro se o seu cão estiver desconfortável. Um cão que confia numa verificação de trinta segundos terá mais probabilidade de permitir que detete atempadamente uma alteração genuína.

Lave as toalhas regularmente, para que continuem absorventes e não transfiram odores antigos novamente para a pelagem. Seque bem a roupa de chuva entre passeios. Tenha uma toalha suplente no carro para mudanças inesperadas do tempo, mas não deixe uma toalha húmida enrolada à volta do cão durante a viagem para casa. Se o seu cão usar um casaco no exterior, certifique-se de que não fica a roçar na pele e retire-o assim que entrarem em casa.

Estes pequenos cuidados também tornam os cuidados profissionais mais eficazes. Um tosquiador consegue trabalhar com mais conforto quando a pelagem foi verificada quanto a nós e se manteve razoavelmente seca entre visitas. A equipa veterinária terá um historial mais claro se conseguir dizer: “Esta zona húmida apareceu depois de três passeios esta semana”, em vez de “parece haver algo estranho na pelagem”. Observar não é exagerar. É fornecer informação útil.

Cuidados depois do passeio, num relance

O que observa Próximo passo tranquilo O que deve evitar
Apenas as patas molhadas e uma pelagem curta ligeiramente húmida Seque as patas e a parte inferior das pernas com toques suaves e deixe o cão descansar numa divisão seca. Transformar uma secagem rápida numa longa sessão de escovagem.
A pelagem densa, encaracolada, sedosa ou dupla está húmida por baixo Trate cada zona do corpo separadamente, reserve mais tempo e use um secador próprio para cães apenas se o cão o aceitar. Avaliar se a pelagem está seca apenas pela camada superior.
A toalha prende-se num nó ou este parece estar junto à pele Pare de puxar, mantenha a zona seca e procure ajuda profissional. Usar tesouras, pentear com força ou tentar tosquiar em casa.
Odor, vermelhidão, lambidelas repetidas, corrimento ou dor Contacte a equipa veterinária e descreva a localização exata e as alterações observadas. Sprays perfumados, limpar profundamente os ouvidos ou esperar que desapareça.
Um cão que tem medo do secador Use toalhas, faça mais tarde pequenas exposições positivas ao som e peça orientação a um tosquiador. Manter o cão imobilizado até a sessão terminar.

Para saber mais

O American Kennel Club explica por que razão é importante secar corretamente os cães, e o seu guia sobre os cuidados a ter com a pelagem depois de nadar abrange o enxaguamento e a secagem depois de nadar em água com cloro. A VCA, no seu artigo sobre dermatite húmida aguda explica por que motivo a pelagem húmida e emaranhada pode ser preocupante, enquanto as suas recomendações para cuidar da pelagem abordam a higiene como parte dos cuidados a ter com a pele e a pelagem.

Para a limpeza habitual em dias de chuva, a AKC também disponibiliza dicas de higiene para cuidar do seu cão em casa. Consulte outras fontes para preparar uma rotina cuidadosa, não para diagnosticar em casa uma zona de pele dorida, um problema nos ouvidos ou um nó doloroso.

Perguntas frequentes

É necessário secar o meu cão depois de todos os passeios à chuva?

Seque as zonas que estão molhadas, sobretudo as patas, a barriga, a parte inferior das pernas, o peito, as abas das orelhas e qualquer zona de pelagem densa que continue húmida. Uma verificação rápida é mais útil do que uma sessão apressada de cuidados em todo o corpo.

Posso deixar o meu cão secar ao ar depois do passeio?

Uma pelagem curta ligeiramente húmida pode secar confortavelmente ao ar numa casa quente e seca, mas não dependa da secagem ao ar quando o subpelo, as pregas da pele, os ouvidos ou as zonas de pelo mais abundante continuam molhados. Verifique em vez de tirar conclusões apenas pela superfície.

Porque é que o meu cão cheira mal depois da chuva?

A chuva pode deixar humidade e detritos do exterior no pelo. Um odor persistente, comichão, vermelhidão ou pele húmida justificam falar com o veterinário, em vez de recorrer repetidamente a produtos perfumados.

Devo escovar o pelo do meu cão enquanto está molhado?

Evite puxar os emaranhados quando o pelo está molhado. Comece por remover a humidade à superfície e verifique se o pelo está emaranhado ou húmido junto à pele. Se houver nós que não cedam a uma verificação suave, peça ajuda a um profissional de tosquia.

Como seco o pelo de um cão de pelo duplo depois da chuva?

Seque a superfície com uma toalha e, depois, verifique o pelo junto à pele no peito, na zona traseira, nas franjas de pelo das pernas e por baixo da coleira. O subpelo denso pode precisar de mais tempo para secar do que aparenta.

Devo preocupar-me com as orelhas molhadas depois de um passeio?

Seque suavemente a parte exterior da orelha e a zona de entrada quando ficarem molhadas. Contacte o veterinário se notar odor, secreção, vermelhidão, abanões da cabeça ou dor, em vez de introduzir objetos ou produtos no interior da orelha.

Quando devo contactar o veterinário por causa do pelo ou da pele molhados?

Contacte a equipa veterinária se notar uma zona em carne viva ou avermelhada, uma ferida, inchaço, secreção, um odor intenso, lambidelas repetidas, dor evidente ou pelo que permanece molhado junto à pele.

O que devo ter junto à porta para os passeios à chuva com o meu cão?

Tenha à mão toalhas limpas e absorventes, um tapete antiderrapante, um local para deixar o equipamento enlameado e um petisco para o recompensar. Uma preparação simples e fácil de repetir torna a verificação mais prática para ambos.