As ferramentas para remover pelo morto danificam o pelo dos cães? Um guia mais seguro

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Examinámos o Pelo Dos Cães: Os Ferramentas Desembaraçadoras Danificam O Pelo?
Resposta curta

Uma ferramenta para remover pelo solto pode contribuir para a quebra do pelo ou causar irritação da pele quando não é adequada ao tipo de pelo, fica presa em nós, é pressionada com demasiada força ou é passada repetidamente pela mesma zona. Isso não significa que todos os ancinhos ou ferramentas de remoção de pelo sejam prejudiciais. O tipo de pelo do cão, a ferramenta, a técnica e a reação do animal são igualmente importantes.

Ver um monte de pelo no chão pode ser alarmante, sobretudo depois de usar um novo ancinho de subpelo ou uma escova para remover pelo solto. Só o monte de pelo não permite saber se removeu subpelo solto, arrancou pelos mais compridos e saudáveis ou revelou uma alteração no pelo que já tinha começado antes da escovagem. Observe o pelo e a pele, não apenas a quantidade de pelo.

Este guia compara os tipos de escova mais comuns, explica por que razão os pelos duplos, lisos, compridos e encaracolados exigem cuidados diferentes e mostra como observar o pelo e o comportamento do cão para parar antes que a sessão de higiene se torne dolorosa. Não permite diagnosticar queda de pelo nem promete que o pelo volte a crescer dentro de um prazo específico.

Vista aproximada, ao estilo de um microscópio, de hastes de pelo de cão para uma explicação sobre cuidados do pelo

Escolha a ferramenta pelo tipo de pelo, não pela quantidade de pelo no chão

Uma escova é uma ferramenta mecânica. O tipo de cerdas ou dentes, o espaçamento e o formato determinam a forma como entra em contacto com o pelo. A pressão que aplica e o estado do pelo determinam quanta tensão chega ao pelo e à pele. Tanto a VCA como o American Kennel Club destacam a importância de escolher uma escova adequada ao tipo de pelo e de a utilizar com suavidade. Por isso, o melhor ponto de partida é avaliar o pelo, e não procurar remover o máximo de pelo possível.

Ferramenta Utilização inicial adequada Tenha atenção a
Ancinho de subpelo Subpelo solto num pelo duplo adequado, com o comprimento dos dentes ajustado ao tipo de pelo. Prender-se em nós, apanhar pelos de cobertura nos dentes, exercer pressão junto de zonas de pele fina ou o cão tentar afastar-se.
Ferramenta para remover pelo solto Uma ferramenta adequada ao tipo de pelo, utilizada de forma seletiva para levantar o pelo solto que está pronto a desprender-se. Dentes muito juntos ou extremidades afiadas que prendem o pelo, passagens repetidas, pontas ásperas ou irritação visível da pele.
Escova cardadeira ou de pinos Desembaraçar suavemente e tratar a camada exterior dos pelos adequados a esse tipo de pinos. Dobrar os pinos contra a pele, escovar um emaranhado apertado ou puxar em vez de desfazer o nó.
Escova de borracha ou luva de borracha Pelo solto e sujidade superficial em muitos pelos curtos e lisos. Esfregar uma zona dorida, insistir num tipo de pelo que precisa de outra ferramenta ou continuar depois de o cão mostrar desconforto.
Pente metálico Verificação final para encontrar pequenos nós e zonas que precisam de uma observação mais cuidada. Forçá-lo através de um emaranhado ou utilizá-lo para substituir a remoção profissional de nós muito apertados.

Porque um monte de pelo não permite saber se houve danos

O Merck Veterinary Manual descreve o pelo do cão como um sistema de pelos primários e secundários que crescem a partir de folículos compostos. O pelo passa pelas fases de crescimento, transição e repouso, acabando por cair como parte do seu ciclo natural. A genética, a alimentação, as hormonas, as doenças, os medicamentos, o ambiente, a luz do dia e a estação do ano podem influenciar aquilo que observa.

O subpelo solto é geralmente macio, fino e fácil de separar do restante pelo. O pelo partido pode parecer mais curto, irregular ou áspero na ponta. Mesmo estas observações não permitem fazer um diagnóstico. Uma zona sem pelo, comichão, crostas, odor, oleosidade ou lambidelas repetidas podem indicar um problema de pele, e não um problema causado pela escova. O Merck refere que a queda anormal de pelo e a perda de pelo exigem conhecer o historial, observar atentamente e, quando adequado, realizar exames.

Uma imagem ao estilo de um microscópio pode ajudar a compreender por que razão o estado da haste do pelo é importante, mas uma imagem obtida em casa não permite determinar se um folículo está danificado. É preferível utilizá-la como um lembrete para tratar o pelo com suavidade e procurar ajuda profissional quando o padrão visível for invulgar.

Escolha de acordo com o tipo de pelo

Cães com pelo duplo

O pelo duplo inclui normalmente uma camada exterior mais comprida e um subpelo mais macio. Um ancinho de subpelo pode ser útil quando os seus dentes alcançam o subpelo solto sem raspar nem puxar os pelos exteriores. O comprimento adequado dos dentes depende do tipo de pelo. Faça movimentos leves, seguindo o sentido do crescimento, e verifique o que a ferramenta está realmente a recolher. Se os dentes prenderem repetidamente os pelos de cobertura mais compridos, a ferramenta ou o ângulo não são adequados para essa zona.

Pelos lisos e curtos

Os cães de pelo curto precisam muitas vezes de uma escova de cerdas curtas, de uma luva flexível ou de uma escova de borracha, em vez de um ancinho de subpelo profundo. O pelo pode cair visivelmente mesmo quando não tem o subpelo denso que um ancinho foi concebido para alcançar. Utilize um contacto superficial que remova o pelo solto sem esfregar a mesma zona até ficar quente ou rosada.

Pelos médios e compridos

O pelo comprido precisa de ser separado para que possa observar as diferentes camadas. Uma escova de pinos ou um pente de dentes compridos pode ser mais útil do que uma ferramenta de remoção de pelo para encontrar pequenos nós. Comece pelas pontas de um nó solto e avance em direção à base do pelo, em vez de forçar a ferramenta da pele para fora. As orelhas, as axilas, a parte posterior das pernas e a cauda merecem cuidados redobrados, pois os emaranhados podem esconder-se junto à pele.

Pelos encaracolados, finos ou que não largam pelo

Os pelos encaracolados e finos podem reagir mal a uma ferramenta concebida para puxar o subpelo solto. A VCA recomenda escovas cardadeiras para pelos encaracolados e ferramentas curtas e flexíveis para pelos lisos. Se não tiver a certeza de que o seu cão tem subpelo, peça a um profissional de tosquia que lhe mostre como utilizar a ferramenta e qual a pressão adequada ao tipo de pelo.

Cachorros, cães sénior e pele sensível

Um cachorro está a aprender que ser manuseado pode ser uma experiência calma e previsível, por isso uma escova macia e sessões curtas e positivas são uma melhor introdução do que uma tentativa agressiva de remover pelo. Um cão sénior pode ter a pele mais fina, artrite, nós ou um problema de saúde que altere o pelo. Abrande quando o cão não consegue estar de pé confortavelmente ou quando a pele parece frágil. Um veterinário ou profissional de tosquia pode ajustar o plano.

Cuidador a verificar se há nós e pelos irregulares na pelagem de um cão

Como podem ocorrer danos na pelagem durante a escovagem

O fator comum é a tensão. Uma ferramenta pode puxar quando fica presa num nó, agarra pelos que ainda não estão prontos para cair, encontra uma pelagem demasiado densa para os seus dentes ou é pressionada repetidamente na mesma zona. Uma lâmina afiada também pode cortar ou partir os pelos, em vez de remover apenas o subpelo solto. Estes são motivos para mudar de ferramenta ou parar — não são prova de que todas as ferramentas de remoção do subpelo tenham o mesmo resultado.

Os nós exigem especial cuidado. A Merck explica que o pelo emaranhado pode irritar a pele. Quando um nó fica junto à pele, pode ser difícil perceber onde termina a pele e começa o pelo. Não force um ancinho nem uma tesoura doméstica através de um nó apertado. Um profissional de tosquia pode avaliar a forma mais segura de o remover, e um veterinário deve examinar a pele dolorosa, inflamada ou ferida.

O comportamento do cão é outro sinal de segurança. Afastar-se uma vez pode significar que a posição é desconfortável. Tentativas repetidas de fugir, vocalizações, ficar imóvel, tentar morder, coçar-se de repente ou mudar de postura indicam que a sessão deixou de ser confortável. Faça uma pausa, deixe o cão acalmar-se e não transforme a escovagem num teste de resistência.

Uma rotina de escovagem em casa com pouca pressão

  1. Observe primeiro. Com boa iluminação, separe a pelagem com os dedos. Procure nós, praganas, parasitas, vermelhidão, feridas, humidade, crostas, odores ou zonas que o cão proteja.
  2. Identifique o tipo de pelagem. Determine se está a lidar com uma pelagem dupla, lisa, média, comprida, fina ou encaracolada. Se não conseguir perceber, escolha uma escova mais suave e peça ajuda a um profissional de tosquia.
  3. Comece numa zona em que o cão esteja descontraído. Deixe o cão ver e cheirar a ferramenta. Comece numa zona fácil, com um contacto ligeiro, e depois observe a postura do cão e os pelos que saem.
  4. Faça passagens curtas e controladas. Mantenha a ferramenta a mover-se no sentido do crescimento do pelo. Não aplique o peso do corpo sobre a escova nem tente remover até ao último pelo.
  5. Volte a verificar a pelagem e a pele. Observe as pontas dos pelos, a quantidade de pelos de cobertura mais compridos e a pele por baixo. Passe para outra zona quando a ferramenta começar a prender ou a pelagem parecer áspera.
  6. Termine de forma tranquila. Pare antes de o cão ficar angustiado. Registe a ferramenta utilizada, as zonas escovadas e qualquer alteração invulgar, para que um profissional de tosquia ou veterinário possa identificar o padrão.
Cuidador a usar uma escova suave num cão tranquilo de pelagem dupla

Sinais para parar: quando a ferramenta utilizada não é adequada

Pare e verifique Porque é importante
A ferramenta puxa, dobra ou prende repetidamente A pelagem, o nó, o comprimento dos pinos ou a técnica estão a criar demasiada tensão.
A pele parece vermelha, esfolada, quente, com crostas ou dolorosa Pare de escovar essa zona. Um veterinário pode avaliar se é necessário examinar a pele.
Vê muitos pelos curtos, irregulares ou com aspeto quebrado Não continue a escovar para corrigir o aspeto. Tire uma fotografia e peça a um profissional de tosquia ou veterinário que avalie a situação.
O cão fica imóvel, tenta fugir, ganindo ou protege uma zona Termine a sessão e recorra a um manuseamento mais tranquilo ou a apoio profissional.
Há um nó apertado, perda irregular de pelo, sangramento, odor ou comichão persistente Não encare este sinal como uma muda de pelo normal. Marque uma avaliação com um profissional de tosquia ou veterinário.

A muda de pelo, a quebra e as doenças da pele são questões diferentes

Um cão pode perder muito pelo sem ter danos na pelagem. Também pode apresentar uma pelagem com aspeto danificado por motivos não relacionados com a última sessão de escovagem. A Merck identifica as doenças, a nutrição, as hormonas, os medicamentos e o ambiente como alguns dos fatores que podem afetar o pelo. O momento em que surge a alteração é uma informação útil, mas não prova a sua causa.

Padrão Próximo passo prudente
Pelos soltos e macios, cobertura uniforme e pele confortável Use suavemente uma ferramenta adequada ao tipo de pelagem e continue a observar. A quantidade de pelo removido não é uma medida de sucesso.
Textura áspera ou pontas curtas e quebradas depois da escovagem Ponha a ferramenta de lado, fotografe a zona com uma iluminação semelhante e peça a um profissional de tosquia que reveja a técnica e a pelagem.
Perda de pelo em zonas específicas, comichão, crostas, mau odor, dor ou alteração da cor da pele Procure aconselhamento veterinário. Uma escova usada em casa não consegue identificar alergias, parasitas, infeções, doenças endócrinas ou problemas nos folículos.
A pelagem continua alterada depois de deixar de usar a ferramenta Registe os cuidados de higiene e peça ajuda a um profissional. Não parta do princípio de que o pelo voltará a crescer dentro de um prazo previsível.

E se a pelagem já parecer mais fina?

Deixe de usar a ferramenta suspeita e não tente compensar o aspeto removendo ainda mais pelo. Tire fotografias nítidas do mesmo ângulo, anote quando surgiu a alteração e registe a ferramenta utilizada, a zona, a pressão aplicada e o comportamento do cão. Observe a pele sem a raspar nem mexer nela.

Não parta do princípio de que a pelagem voltará a crescer segundo um calendário específico. A PubMed apresenta estudos sobre o crescimento do pelo após a tosquia em Labradores e sobre alterações da pelagem após a tosquia em cães da Terra Nova, mas esses estudos dizem respeito a raças e procedimentos específicos. Não testam ferramentas de remoção de subpelo usadas em casa e não permitem prever o resultado num determinado cão.

Um tosquiador pode ajudar a distinguir problemas relacionados com a técnica, os nós e o tipo de pelagem. Um veterinário deverá avaliar uma perda de pelo persistente ou localizada, comichão, feridas, dor, mau odor, sangramento ou uma alteração acompanhada por outros sinais de problemas de saúde.

Perguntas frequentes

Uma ferramenta de remoção de subpelo pode danificar a pelagem de um cão?

Pode contribuir para a quebra do pelo ou causar irritação quando não é adequada à pelagem, prende nós, é pressionada com demasiada força ou é passada repetidamente na mesma zona. Isso não significa que todas as ferramentas de remoção de subpelo danifiquem todas as pelagens. Os sinais para parar e a reação do cão são mais importantes do que o nome da ferramenta.

Um ancinho para subpelo é melhor do que uma ferramenta de remoção de subpelo?

Nenhuma é automaticamente melhor. Um ancinho para subpelo foi concebido para pelagens duplas adequadas, enquanto as ferramentas de remoção de subpelo diferem no formato dos dentes ou da lâmina. Escolha a ferramenta de acordo com a pelagem, use um contacto suave e pare se prender pelos mais compridos ou irritar a pele.

Que escova devo usar num cão de pelo curto?

Uma luva flexível de higiene, uma escova de borracha ou uma escova de cerdas curtas são opções geralmente sensatas para começar numa pelagem lisa. Escolha com base na pelagem e na reação do cão, não na quantidade de pelo apresentada num anúncio.

Posso usar uma ferramenta de remoção de subpelo numa pelagem encaracolada?

Não parta do princípio de que uma ferramenta concebida para remover subpelo solto é adequada para uma pelagem encaracolada ou fina. A VCA indica as escovas cardadeiras para pelagens encaracoladas. Peça a um tosquiador que identifique o tipo de pelagem e demonstre uma técnica com pouca pressão antes de utilizar uma ferramenta com dentes profundos.

Como sei se o meu cão está a largar pelo ou a perder pelo?

Uma perda uniforme de pelo solto, sem irritação da pele, pode corresponder à muda normal, mas uma observação em casa não consegue confirmar a causa. Perda de pelo em zonas específicas, comichão, crostas, mau odor, dor, sangramento ou uma alteração persistente justificam aconselhamento veterinário.

Os pelos de cobertura partidos voltam a crescer?

Não parta do princípio de que o pelo voltará a crescer de forma previsível. A resposta varia consoante a raça, o ciclo do pelo, o estado de saúde, o ambiente e o que aconteceu à pelagem. Os estudos sobre tosquia não provam que uma ferramenta de remoção de subpelo produza um resultado previsível. Um profissional pode avaliar o estado atual da pelagem e da pele.

O que devo fazer se escovar o meu cão lhe causar dor?

Pare, retire a ferramenta sem puxar e observe a zona apenas até onde o seu cão permitir. Se a pele estiver vermelha, raspada, a sangrar ou dorida, contacte um veterinário. Se o problema for um nó ou a técnica utilizada, peça ajuda a um tosquiador profissional.

Como posso tornar os cuidados de higiene menos stressantes?

Escolha um espaço tranquilo, deixe o cão explorar a ferramenta, comece por uma zona confortável, mantenha um contacto suave e pare enquanto o cão ainda estiver tranquilo. Um cachorro, um cão sénior ou um cão com a pelagem dolorosa pode precisar de um plano mais gradual ou do apoio de um profissional.

Fontes e leituras adicionais

Estas referências fundamentam as informações deste artigo sobre a pelagem, a escolha de escovas, o ciclo do pelo e os limites da avaliação veterinária. Não estabelecem um calendário universal para a remoção de subpelo nem provam que uma determinada ferramenta cause ou evite danos na pelagem.

Em resumo: Use uma escova adequada ao cão que tem à sua frente, aplique pouca pressão, observe a pele e pare quando a pelagem ou o cão mostrarem que a sessão não está a resultar. Para um planeamento mais abrangente dos cuidados diários, visite os nossos Recursos para tutores de animais.

Este artigo informativo não se destina a diagnosticar nem a tratar problemas de saúde do seu animal de estimação. Contacte um médico veterinário se a queda de pelo persistir ou se notar dor na pele, feridas, sangramento ou outras preocupações relacionadas com a saúde.

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