Retriever dourado sénior, com os olhos turvos, a caminhar tranquilamente por um caminho sossegado do bairro, junto do cuidador que segura a trela

Passeios com um cão cego: percursos, sinais, arneses e o que mudar primeiro

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Uma rota antes de uma meta de distância

Um bom passeio dá a um cão cego informação suficiente para se deslocar confortavelmente. Não lhe exige que prove que consegue lidar com todas as surpresas.

Os cães cegos podem continuar a desfrutar das coisas simples de sair à rua: cheiros familiares, a voz de um vizinho, a relva debaixo das patas e o tempo passado com a sua pessoa. A questão útil não é saber se o passeio é igual ao de antes. É perceber se a rota é compreensível e segura hoje. Um percurso mais curto, feito com calma, pode ser um passeio melhor do que uma rota longa cheia de lancis, bicicletas, cães, ruído e mudanças de direção repentinas.

Contacte prontamente a equipa veterinária se houver perda súbita de visão, dor ocular, vermelhidão, corrimento, inchaço, olhos turvos, colapso, queda, lesão, desorientação acentuada ou uma mudança brusca de comportamento. Para começar dentro de casa, consulte o nosso centro de apoio a cães cegos e o nosso guia de espaços acessíveis. O nosso guia interativo de brinquedos para cães também pode ajudar quando todas as rotas parecem novas.

Escolha a condição do passeio de hoje

Escolha a descrição mais próxima. A resposta indica um primeiro ajuste, não uma razão para insistir apesar do desconforto.

O primeiro plano pode ser muito simples: sair à rua, cheirar, voltar para casa e tentar novamente amanhã.

Comece por uma rota que o seu cão consiga prever

Nos primeiros passeios depois de alterações na visão, escolha um percurso curto que conheça bem. Use a mesma saída, o mesmo lado do caminho e um ritmo constante. Uma rota previsível dá ao cão a oportunidade de reconhecer cheiros estáveis, mudanças no piso e a direção de casa, sem ter também de se adaptar a um parque novo ou a um passeio cheio de gente. Um local familiar não está livre de riscos, por isso procure caixotes soltos, barreiras de obras, folhas molhadas, trotinetas estacionadas, ramos baixos, portões abertos e tudo o que não estivesse lá no dia anterior.

Muitos cuidadores sentem-se pressionados a tornar interessante o passeio de um cão cego, acrescentando distância ou destinos. Normalmente, é mais sensato que os primeiros passeios sejam aborrecidos no melhor sentido da palavra: tranquilos, repetíveis e fáceis de interromper. Deixe o cão cheirar. Cheirar não é tempo perdido, e um cão não precisa de caminhar sem parar para ter um passeio proveitoso. Se parar numa esquina, espere que se oriente. Dê-lhe uma indicação verbal calma ou volte para trás. Puxá-lo para uma situação confusa pode tornar o passeio seguinte mais difícil.

Escolha a hora do dia com o mesmo cuidado que escolhe a rota. Um caminho tranquilo às sete da manhã pode estar cheio de carrinhos de entregas, crianças ou outros cães às cinco da tarde. O calor, o gelo, a chuva, o vento e um piso escorregadio também podem transformar um passeio antes fácil. Para um cão mais velho ou com artrite, a irregularidade da margem de um caminho gelado pode ser tão importante como a redução da visão. Reduza a distância quando o piso ou o nível de estímulos forem menos previsíveis do que é habitual.

Mantenha reconhecível a rotina de início e fim. Coloque o mesmo equipamento de passeio num local calmo, fale com o cão antes de lhe mexer no arnês e, sempre que possível, saia pela mesma porta. Ao regressar a casa, volte a um local familiar para beber água e descansar. Isto não significa que o cão nunca possa explorar. Dá-lhe uma base clara antes de introduzir um elemento novo de cada vez.

Cuidador e cão sénior com olhos turvos a iniciarem um passeio tranquilo por um caminho familiar em frente a casa, com o piso desimpedido

Use palavras que indiquem ao cão o que vai mudar a seguir

Um cão cego não precisa de uma longa lista de comandos. Algumas frases curtas, usadas sempre da mesma forma, podem tornar uma rota mais fácil de compreender. "Espera" pode significar parar antes de um lancil, de um carro estacionado, de outro cão ou de um portão aberto. "Sobe" e "desce" podem anunciar um lancil ou um degrau baixo. "Por aqui" pode significar virar com quem o acompanha. Use as palavras que soam naturais em sua casa e mantenha-as consistentes.

Ensine uma indicação num local onde o cão possa ter sucesso. Pare junto de um lancil ou degrau baixo familiar. Diga a indicação uma vez, deixe o cão sentir a mudança e avance devagar. Recompense-o com uma voz tranquila, um pedaço de comida habitual, se isso for compatível com o plano alimentar, ou simplesmente com a oportunidade de continuar até um local de que goste. Repetir a palavra em voz alta quando o cão já está preocupado não ensina a indicação. Pode transformar-se apenas em mais ruído num momento difícil.

Diga a indicação antes da mudança. Um cão não pode usar "desce" depois de já ter descido o lancil com a pata. Dê-lhe tempo suficiente para processar a informação e ajustar o ritmo. Se calcular mal um degrau, volte ao último ponto fácil em vez de o puxar para a frente. Algumas repetições calmas numa rota conhecida ensinam mais do que um dia difícil num local desconhecido.

A sua voz normal costuma ser suficiente. Gritar pode aumentar o stress, sobretudo num local movimentado. Algumas famílias usam um som suave produzido pelo sapato, pelo cinto ou pela trela, para que o cão saiba onde está a pessoa, mas o som deve ser previsível e não se tornar irritante. Fale antes de tocar no cão, antes de mudar de direção e antes de o ajudar a contornar um obstáculo. A indicação serve para dar informação, não para corrigir.

Cuidador a dar uma indicação verbal calma junto de um cão sénior com olhos turvos, num lancil baixo do passeio

Verifique o arnês, a trela e as suas próprias mãos

O equipamento de passeio deve facilitar a orientação do cão sem lhe causar desconforto. Um arnês bem ajustado pode ser uma opção útil, pois distribui a pressão da trela, afastando-a do pescoço e da garganta. O ajuste ideal é individual. Verifique se o cão consegue respirar, virar-se, cheirar e movimentar normalmente os ombros. Procure sinais de fricção, perda de pelo, assaduras, torção, uma marcha anormal, relutância em avançar ou um arnês que se desloque quando o cão vira. Se notar algum problema, pare e peça orientação a um veterinário ou a um profissional qualificado para avaliar o ajuste.

Use uma trela com um comprimento que mantenha o cão suficientemente perto para uma comunicação clara, mas com espaço suficiente para cheirar sem ser constantemente redirecionado. Uma trela extensível pode criar distância rapidamente e ficar enrolada em obstáculos, pessoas ou pernas. Uma linha longa pode ser útil numa área aberta escolhida com cuidado e sob supervisão próxima, mas não é uma melhoria automática para todas as rotas. Perto de trânsito, desníveis, água, outros cães ou caminhos com obstáculos, uma trela convencional permite um controlo mais imediato.

Segure a trela prestando atenção ao seu próprio equilíbrio. Uma tensão repentina transmite-se ao longo da trela. Se passar um ciclista, um cão ladrar atrás de uma vedação ou um camião o surpreender, respire e encurte o percurso em vez de puxar bruscamente o cão para junto de si. Um cão cego pode precisar de um momento para perceber onde está e o que mudou. Manter a trela descontraída, mas segura, dá-lhe esse momento.

Leve apenas aquilo que consegue gerir. Uma trela, sacos para os dejetos, água quando o tempo o exigir, identificação e uma pequena bolsa para recompensas podem ser suficientes. Segurar num telemóvel, café, duas trelas e um saco enquanto guia um cão junto a um passeio pode dividir a sua atenção no pior momento. Se precisar das duas mãos livres para manter o equilíbrio ou usar um apoio de mobilidade, escolha uma solução com aconselhamento profissional em vez de improvisar uma fixação à cintura numa zona pública movimentada.

Cuidador a verificar suavemente o ajuste de um arnês confortável num cão sénior com os olhos turvos

Lide com o trânsito, as pessoas e os outros cães criando espaço

O objetivo de um passeio não é cumprimentar todas as pessoas ou cães. Para um cão com visão comprometida, uma aproximação inesperada pode ser assustadora, mesmo quando o outro cão é amigável. Atravesse a rua, entre numa entrada de garagem apenas quando for seguro, faça uma inversão de marcha tranquila ou espere atrás de uma barreira visual, para dar espaço ao cão. Diga claramente às pessoas que o cão vê pouco e precisa de espaço. Não tem de dar uma longa explicação enquanto tenta orientar o seu cão.

Dê ao cão uma tarefa clara junto ao trânsito: manter-se perto de si, parar no passeio e esperar até voltar a avançar. Não parta do princípio de que um cão consegue avaliar sozinho a direção ou a velocidade de um veículo apenas pelo som. Mantenha a trela suficientemente curta para que o cão não possa entrar na estrada antes de conseguir reagir. Uma vedação, um carro estacionado ou uma sebe podem alterar a direção do som, por isso tenha ainda mais cuidado junto a entradas de garagem e esquinas sem visibilidade.

Não introduza um percurso novo num dia em que o cão já pareça cansado, inquieto ou recentemente assustado. Uma visita, uma ida ao cabeleireiro, uma vaga de calor ou o horário da medicação ocular podem alterar a tolerância do cão. A resposta certa pode ser apenas uma saída curta para fazer as necessidades e um jogo de procura de cheiros em casa. Encurtar o passeio não é uma falha. É uma resposta sensata ao cão que tem à sua frente.

Se aparecer outro cão solto, mantenha os cães afastados e peça ajuda, se necessário. Não tente resolver uma interação com um cão desconhecido deixando que um cão cego se aproxime para “se habituar”. A segurança física e uma saída tranquila vêm primeiro. Tenha em conta as regras locais e a sua própria capacidade para controlar o cão antes de escolher espaços públicos.

Deixe que os cheiros ditem o ritmo

Um cão com visão reduzida pode recorrer ao olfato e à audição de forma mais deliberada. Isso não significa que tenha de transformar todos os passeios em sessões formais de deteção de odores. Significa que pode permitir algum tempo numa zona segura de relva, junto a uma árvore familiar ou na margem de um caminho tranquilo. Farejar ajuda o cão a recolher informação sobre o local. Também pode abrandar o ritmo do cuidador o suficiente para perceber quando o cão está descontraído, inseguro ou pronto para regressar.

Mantenha simples a zona onde o cão vai farejar. Evite locais com vidros partidos, restos de comida, produtos químicos, buracos, margens de água ou muito movimento de trelas. Vigie aquilo que o cão apanha. Um cão com limitações dentárias, digestivas ou alimentares pode precisar de maior supervisão junto a caminhos com lixo. Se o percurso estiver cheio de gente, escolha uma paragem mais curta para farejar perto de casa, em vez de tentar dar liberdade ao cão no ponto mais movimentado do passeio.

Se o cão fica absorvido pelos cheiros e depois deixa de saber onde está, use sempre a mesma expressão suave para o chamar e recue para a linha de deslocação dele. Deixe que encontre a sua voz, em vez de o puxar bruscamente. Pode recompensar o reencontro com elogios ou uma pequena recompensa alimentar, se for adequado. O objetivo é criar um ritmo fiável: explorar, ouvir o sinal, reencontrar-se e continuar.

O passeio pode terminar depois de cinco minutos a farejar junto à entrada de casa. Isso pode continuar a ser suficiente para um cão que teve um dia difícil. O calendário, o horário de exercício de outro cão ou uma aplicação de contagem de passos não devem decidir se a saída valeu a pena.

Cão sénior com os olhos turvos a farejar relva em segurança junto a um caminho tranquilo, enquanto um cuidador segura numa trela descontraída

Saiba quando é altura de voltar

Voltar mais cedo é uma das competências mais úteis durante um passeio. Considere regressar quando o cão fica repetidamente imóvel, começa a puxar em direção a casa, deixa de aceitar alimentos de que normalmente gosta, olha em redor ou anda de um lado para o outro sem conseguir acalmar-se, assusta-se com todos os sons, tropeça, apresenta uma alteração na marcha, ofega intensamente com tempo ameno ou parece incapaz de responder a sinais familiares. Uma única pausa pode ser normal. Um padrão é informação.

Quando o cão parar, verifique primeiro o ambiente imediato. Há um camião ruidoso, uma pessoa com um carrinho, uma zona escorregadia, um lancil, uma barreira nova ou outro cão por perto? Se necessário, desloque-se para um local mais calmo. Diga o sinal familiar uma vez e espere. Se o cão continuar sem escolher avançar, vire-se em direção ao percurso conhecido para casa. Evite insistir, aplicando pressão repetida na trela. O cão pode estar a dizer-lhe que precisa de uma pausa, não que está a ser teimoso.

Mantenha uma nota simples quando um problema se repetir. Registe a hora, o local, o tempo, o tipo de piso, o que aconteceu antes de o cão parar e como recuperou. Estas informações são úteis quando falar com a equipa veterinária, pois ajudam a distinguir um percurso difícil de uma alteração mais geral no conforto, na visão, no equilíbrio ou no comportamento. Também ajudam a escolher um percurso diferente no dia seguinte, em vez de andar a adivinhar.

Interrompa o passeio e procure aconselhamento profissional rapidamente se houver dor ocular, vermelhidão, corrimento, inchaço, turvação, uma alteração súbita da visão, colapso, queda, lesão, desorientação acentuada ou uma mudança brusca de comportamento. Um novo problema durante o passeio pode estar relacionado com o ambiente, mas também pode ser um problema de saúde. Não use um arnês novo, mais estímulos ou um passeio mais longo para testar se o cão consegue ultrapassar a situação.

Introduza um percurso novo em pequenos troços

Quando o cão estiver pronto para um percurso novo, acrescente um pequeno troço a um circuito habitual, em vez de substituir todo o passeio. Faça o primeiro quarteirão de sempre, introduza uma esquina nova e depois regresse pelo mesmo caminho. Repita esta versão noutro dia tranquilo. Se o cão se deslocar confortavelmente, acrescente outro pequeno troço. Assim, poderá construir uma imagem mental do percurso através da repetição de cheiros, pisos, sons e sinais do cuidador.

Se possível, conheça o percurso sem levar o cão. Repare em obras, pavimento danificado, obstáculos sazonais, equipamentos ruidosos, passagens estreitas e locais onde costuma aparecer algum cão solto. Um percurso que parecia adequado visto do carro pode ter uma vala funda junto ao passeio ou um sinal temporário baixo, à altura do cão. Conhecer previamente o percurso não serve para tornar o exterior perfeitamente controlado. Serve para reduzir surpresas evitáveis.

Peça a outro adulto que o acompanhe quando uma zona nova tiver uma complexidade inevitável. Uma pessoa pode observar o ambiente enquanto a outra segura na trela. Isto é especialmente útil junto de eventos movimentados, zonas ribeirinhas ou costeiras, terrenos inclinados ou locais onde o trânsito atravessa o percurso pedonal. Se não for possível controlar a situação dessa forma, escolha um percurso mais simples. Um circuito tranquilo no bairro é suficiente.

Continue a avaliar o percurso à medida que o cão muda. Um cão que antes gostava de um trilho longo pode preferir um percurso mais curto e pavimentado depois de desenvolver artrite. Um cão que se adaptou a uma perda gradual de visão pode estar pronto para explorar um pouco mais do que há um mês. Deixe que o conforto observado oriente o plano, em vez de presumir que um diagnóstico determina para sempre a forma como o cão deve passear.

Para saber mais

O guia da ACVO Viver com um animal de estimação cego aborda as rotinas, os sinais verbais e a supervisão no exterior com trela ou em espaços vedados. O guia de segurança para cães cegos do American Kennel Club aborda a comunicação regular e os sinais sonoros previsíveis.

Para obter informações sobre lancis, espaços vedados e o uso supervisionado de uma trela longa, consulte as recomendações para cães que estão a perder a visão e a audiçãodo AKC. As recomendações da AAHA para passeios seguros abordam um manuseamento tranquilo e o controlo do cão. A sua nota sobre arneses explica por que razão um arnês bem ajustado pode reduzir a pressão no pescoço e na garganta durante os passeios à trela.

Faça do regresso a casa parte do percurso

É útil decidir como vai regressar antes de o cão sair de casa. O plano mais simples é voltar pelo mesmo percurso, mas nem sempre isso é possível. Um camião do lixo, obras na estrada, chuva intensa ou a aproximação de um cão sem trela podem alterar a direção mais segura. Identifique um recanto tranquilo, uma entrada de garagem ou um caminho largo nas proximidades onde possa parar sem bloquear a passagem nem ficar junto ao trânsito. A partir daí, pode esperar um pouco, regressar a casa ou pedir ajuda a outro adulto.

Dê ao cão um sinal claro de que o passeio está a terminar. Use sempre a mesma expressão para virar, mantenha a trela estável e evite acelerar apenas porque já quer chegar a casa. Um cão cansado ou desorientado pode precisar de mais algum tempo junto ao último lancil, portão ou entrada. Quando chegarem a casa, retire suavemente o arnês, verifique se há detritos nas patas e no pelo e ofereça a água habitual e o seu local de descanso. Esta rotina também o ajuda a detetar alterações. Se o cão não conseguir acalmar-se de repente depois de um passeio normal, registe essa situação.

Passeios curtos e planeados também facilitam a partilha dos cuidados entre os membros da família, sem fazer com que o cão tenha de lidar com seis formas diferentes de fazer as coisas. Definam um nome para o percurso, algumas palavras de comando, o ponto seguro para dar a volta e as situações em que o passeio deve passar a ser apenas uma saída para fazer as necessidades. Um vizinho ou passeador de cães deve saber que o cão tem visão reduzida e não deve levá-lo por um novo atalho sem falar convosco primeiro. A previsibilidade das pessoas também ajuda o cão.

O tempo exige um plano específico. Nos dias quentes, escolha zonas com piso mais fresco e leve água, se o percurso e as recomendações veterinárias assim o indicarem. No inverno, verifique se o sal, o gelo, os montes de neve e os sons do trânsito abafados alteraram um percurso familiar. Com chuva, o ruído da rua pode encobrir a sua voz e as poças podem esconder um desnível ou uma superfície irregular. Não precisa de compensar mais tarde a distância que ficou por percorrer. Alguns minutos tranquilos no exterior e uma atividade segura em casa podem ser a melhor opção.

Mantenha o percurso de regresso suficientemente simples para o poder fazer num dia mais difícil. É esse o percurso que cria confiança. Dá-vos a ambos uma saída quando o mundo exterior parece demasiado complicado.

Perguntas frequentes

Um cão cego pode continuar a passear?

Muitos cães cegos podem desfrutar de passeios quando o percurso, o ritmo, o equipamento e a supervisão são adequados às suas necessidades. Comece por um percurso familiar e com poucas distrações, alterando apenas um elemento da rotina de cada vez.

Um cão cego deve andar sem trela?

Um cão com visão reduzida não deve andar sem trela e sem supervisão numa área aberta. Os períodos sem trela devem limitar-se a um espaço totalmente vedado, seguro para cães e com supervisão próxima.

Que palavras de comando ajudam um cão cego durante o passeio?

Algumas palavras de comando ensinadas de forma consistente, como espera, sobe, desce e por aqui, podem ajudar o cão a antecipar uma mudança. Use sempre as mesmas palavras e introduza-as num local familiar e tranquilo.

Um arnês é melhor do que uma coleira para passear um cão cego?

Um arnês bem ajustado pode dar à pessoa que conduz o cão um maior controlo sem exercer pressão da trela no pescoço ou na garganta. O ajuste, o conforto, as necessidades de mobilidade e a orientação veterinária são mais importantes do que escolher um único tipo de produto.

Qual deve ser a duração dos passeios de um cão cego?

A duração ideal é aquela que permite ao cão manter-se confortável e orientado. Um passeio curto por um percurso familiar, com tempo para cheirar, pode ser melhor do que um percurso longo que deixe o cão cansado, preocupado ou confuso.

Posso usar uma trela longa com um cão cego?

Uma trela longa pode permitir que o cão explore os cheiros sob supervisão numa área aberta adequada e sem perigos, mas pode prender-se, enrolar-se ou dar ao cão uma distância excessiva quando existem perigos por perto. Comece com uma trela normal e avalie o local em concreto.

E se o meu cão cego parar durante o passeio?

Pare, fale com calma, dê tempo ao cão para se orientar e considere regressar pelo percurso familiar. Não puxe o cão para o fazer avançar. Paragens repetidas, dor, medo, fraqueza ou uma mudança súbita justificam a orientação de um veterinário ou de um profissional qualificado.

Quando é que um passeio pode indicar um problema veterinário?

Contacte rapidamente um veterinário em caso de perda súbita de visão, dor ocular, vermelhidão, corrimento, inchaço, opacidade, colapso, ferimento, queda, desorientação acentuada ou uma alteração brusca do comportamento.